domingo, 3 de maio de 2009

A TV Digital interativa no espaço educacional

Sergio Ferreira do Amaral*
Daniel Moutinho Pacata**

A sociedade da informação e do conhecimento é um território de preocupação constante. Constitui, sem dúvida, um dos campos decisivos de transformação da cultura e da educação de nossos dias.

As mudanças no sistema escolar, em função da chegada das novas tecnologias do conhecimento, nos remete à necessidade de estudar a relação entre comunicação e educação de modo interdisciplinar, baseado nas reflexões teóricas dessas duas áreas, procurando resgatar a unidade intrínseca destes tratados que nem sempre se encontraram unidos.

Esta inter-relação comunicação e educação não é um processo relativamente novo, mas se nutre de fontes bem consolidadas. Vem configurada por um saber teórico que procede das ciências da comunicação aplicadas aos meios. Complementa-se com as fontes da pedagogia e da didática, que são capazes de explicar e compreender os processos de ensino e aprendizagem que acontecem tanto nos ambientes formais como nos informais.

O final do século 20 colocou nas instituições escolares um novo cenário tecnológico: repleto de satélites de comunicação, de fibra óptica, de informação digitalizada, de computadores, de realidade virtual, em resumo, no meio de uma grande explosão de comunicação audiovisual. Toda essa explosão tecnológica, no entanto, trouxe também um novo cenário social: globalização, desenvolvimento do comércio internacional, mudança na produção industrial, transformação de valores culturais.

As instituições escolares vêm enfrentando todas essas mudanças com crises e contradições: reformas, recursos insuficientes, desmotivação de estudantes e professores, desorientação e incertezas. A tecnologia, de uma perspectiva global, influiu nesta situação mais pelos efeitos que foram gerados do que pela incidência no seu interior. O fato é que a incorporação tecnológica na educação é pobre e lenta, principalmente em países como o nosso. Isto explica a pressão e a necessidade das mudanças.

O consumo das novas tecnologias de comunicação, em especial da Internet e da televisão, é uma realidade inquietante, não só pela quantidade de tempo que diariamente são dedicados a estes meios, pelos diversos setores da sociedade, mas também pelos valores das mensagens transmitidas. Hoje em dia, praticamente tudo é visto pela tela da televisão ou pela tela do computador. Assim, é necessário que a instituição escolar esteja preparada para educar com os meios. A educação terá que capacitar pessoas que irão enfrentar um mundo digital de uma forma reflexiva e crítica.

A integração do sistema clássico da TV com o mundo das telecomunicações da informática, onde a internet possibilita a interação e navegação, fez surgir a nova televisão, a TV digital interativa.

A educação para o uso da TV digital interativa encontra sua máxima expressão quando professores e alunos têm a oportunidade de criar e desenvolver através dos meios suas próprias mensagens. A expressão através da TV interativa, como estratégia motivadora e desmistificadora, requer, portanto, não apenas decifrar a linguagem da comunicação, mas sim servir-se dela.

Incorporando esta experiência, alunos e professores podem perceber significativamente a construção da realidade que todo conteúdo mediático comporta. Esta faceta expressiva é fundamental para conseguir o objetivo de uma educação com os meios.

A TV digital abre as portas, de uma maneira muito especial, para a alfabetização audiovisual permanente, possibilitando e fomentando nos espectadores a capacidade de produzir e analisar suas próprias mensagens.

Utilizando a TV desta forma, estaremos propiciando uma educação que promova uma intervenção social e coletiva crítica imprescindível para uma formação de cidadania.

A televisão na sociedade capitalista, segundo os teóricos críticos da escola de Frankfurt, é vista como um agente socializador e formador de opinião. O homem, no modelo tradicional de comunicação (emissor-mensagem-receptor), torna-se objeto e a sua finalidade última é o consumo. A introdução da interatividade na TV coloca em crise este modelo, já que o receptor não será mais um receptor passivo, e sim um receptor ativo.

Admitir tal realidade encaminha-nos para o futuro do uso didático da TV na escola. A interatividade, característica dos novos meios, adquire um sentido pleno no terreno educativo.

Educar através da nova televisão, portanto, vai exigir que educadores e comunicadores afrontem três grandes tarefas: a compreensão intelectual do meio, a leitura crítica de suas mensagens e a capacitação para a utilização livre e criativa.

Os caminhos entre a nova TV que será interativa não são contrários aos caminhos da escola. Estes caminhos se cruzam e se revelam na procura de novas aprendizagens, do entendimento e da vida.

O CPqD e a Faculdade de Educação da Unicamp, antecipando-se à esperada difusão da TV digital, estão desenvolvendo tecnologias de serviços para esta plataforma de comunicação. Em função da sua importância, a teleducação e a inclusão digital foram escolhidas como temas principais. As tecnologias desenvolvidas não se limitam, no entanto, a somente essas aplicações. Elas poderão e deverão ser aplicadas no desenvolvimento de novos serviços que abordem outros temas, tais como, telemedicina, entretenimento, mensagem, comunicação, transação e informação. Os dados na forma de vídeo, áudio, gráfico e texto poderão utilizar a futura plataforma de TV digital para serem acessados, baixados, armazenados e vistos mais tarde, de forma que a TV possa ser um meio tão rico de acesso à informação propiciando uma inclusão digital para as camadas mais carentes da nossa sociedade, tendo em vista que 89% dos lares brasileiros têm uma TV.

O serviço apresentado neste artigo faz parte do Projeto de TV Digital Interativa que está sendo desenvolvido no CPqD com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel). Este projeto é subdividido em três sub-projetos:
a) o primeiro projeto visa a implantação de uma Estação de Serviços Experimentais, sendo a primeira estação de transmissão aberta em TV digital interativa no Brasil, a ser instalada em Barão Geraldo - Campinas - SP;
b) o segundo projeto é o de desenvolvimento de serviços interativos para a TV digital centrado em serviços para a teleducação que têm como eixo uma pedagogia comunicacional de apoio ao professor em sala de aula, apoio ao estudante em casa e a interação pais - escola tomando como campo experimental três escolas de ensino fundamental localizadas em Barão Geraldo, Campinas, SP;
c) e o terceiro projeto de desenvolvimento de serviços para a convergência da rede de radiodifusão com a rede de computadores (Internet).

A perspectiva da implantação destes serviços na comunidade envolvida é o desenvolvimento de um papel ativo, ao invés da passividade tradicional dos meios, propiciando a elaboração de propostas que possibilitem a relação da TV digital e o telespectador ativo, participativo e crítico dos meios, na escola e fora dela.

Assim, estaremos oferecendo uma seqüência de atividades sistematizadas sobre o uso da TV Digital na comunidade escolar, de maneira que a educação audiovisual deixe de ser uma exceção no decorrer do ano letivo e se converta em um dos objetivos educativos.

Finalmente, estaremos buscando uma proposta inovadora de interação dos meios com a escola e sua comunidade que trate a educação audiovisual de maneira interdisciplinar, na tentativa de integrar experiências anteriores e abrindo caminho para o futuro do qual seguramente fazem parte as novas tecnologias.

*Sergio Ferreira do Amaral é professor na Faculdade de Educação da Unicamp;
**Daniel Moutinho Pacata é engenheiro do CPqD

Fonte

TV Digital

Hoje em dia, ouve-se falar muito sobre televisão digital. Mas o que é essa nova tecnologia? A TV como nós conhecemos segue um padrão onde o espectador tem apenas uma participação passiva, não interferindo em nada do que se passa no programa de TV. Isso acontece porque na TV analógica, o espectro eletromagnético, que é o meio de transmissão, é quase todo ocupado para que o sinal possa ser transmitido. E ainda existe o fato de que ele sofre muita interferência do local onde está a antena de transmissão.

Já a TV digital discretiza todo o tipo de informação, transformando-a em simples 0 e 1. Isso faz com que a largura de banda do sinal seja diminuída e consequentemente seja possível colocar outros tipos de informação, sem que haja qualquer interferência. Isto traz uma consequência direta, a qualidade da imagem muito melhor do que da analógica pois não há perda de informação. Vamos explicar melhor estes conceitos.

Pense no espectro eletromagnético como uma auto-estrada que liga as redes de TV e o aparelho de TV de sua casa. A TV analógica é um grande caminhão carregado que usa a estrada toda para levar a imagem até você.

O caminhão é tão grande que ele não deixa espaço para ninguém poder voltar. É uma estrada de mão única. A TV Digital usa pequenos caminhões que ocupam apenas parte da estrada, pois a carga que eles tem que levar é menor. A estrada ainda é a mesma, o que mudou foram os caminhões. Esses caminhões agora podem utilizar a estrada como uma via de mão dupla. E isso é a revolução da TV digital. Esse retorno faz com que o espectador possa interferir diretamente na programação.

Assista  um vídeo feito pela TV Câmara onde ele tenta explicar de maneira rápida e suscinta o que é e por que é tão importante a TV Digital para o Brasil.


Exemplos:
- Existem algumas experiências com o Discovery Channel nas quais por meio do programa que está sendo exibido, pode-se acessar o site do próprio canal e obter mais informação sobre o assunto que está sendo exposto.

- Você está vendo uma novela. Gostou tanto da roupa de um dos personagens que quer comprar uma igual. Aperta-se um botão e, pronto, você já está conectado com a loja que a vende, faz o pedido, e dentro de alguns dias você recebe o seu produto em casa.

- Aqui mesmo no Brasil, uma operadora de TV por assinatura via satélite oferece um serviço onde você está assistindo o filme que está passando no horário programado. O telefone toca e você simplesmente aciona o controle remoto e a imagem congela, esperando você terminar sua ligação. Você volta do telefone, aperta o botão e o filme volta a passar exatamente de onde havia parado.

Veja, as possibilidades de interatividade da Televisão Digital são praticamente infinitas, porém ainda estamos engatinhando neste processo e o que se tem implementado atualmente são os conceitos comerciais de entretenimento.

Mas a TV digital não fica apenas no âmbito da tela da TV, ela vai mais além, passa pela internet e vai até o celular. No Japão, já existem produtoras de vídeos que produzem capítulos de novela com cerca de 1 minuto para serem exibidos exclusivamente no celular.

No Brasil, várias iniciativas já estão sendo realizadas rumo a utilização da TV Digital na Educação. Veja o texto "TV digital amplia alternativas de inclusão social", de Paulo Franco, sobre este assunto, para melhor compreeender as ações atuais do Governo Federal no escopo da TV Digital educacional, através do programa TV Escola.

Agora que você conhece mais um pouco sobre a TV Digital, saiba mais sobre como pode ser trabalhada esta nova mídia no processo educacional lendo os artigos abaixo:
- "A TV Digital interativa no espaço educacional" de SERGIO FERREIRA DO AMARAL e DANIEL MOUTINHO PACATA
- "Adolescentes são curadores da Mostra VILATIVA"

Fonte: E-Proinfo

Editando Episódios - VirtualDub

Para juntar pedaços de um filme, gerando um único, através do programa VirtualDub.

O Primeiro passo é fazer o download das partes interessadas, salve os arquivos em uma pasta de sua preferência, mas lembre-se qual é.

Após a execução do programa Virtualdub, Clique em File, localizado no canto superior esquerdo da janela, e escolha a opção Open Video File.

Uma janela será aberta para que seja escolhido o video a ser unido pelo programa. Selecione o Primeiro video da sua escolha.

Para se adicionar as outras partes do video repita o procedimento abaixo : Clique novamente em File e dessa vez, escolha a opção "Append AVI Segment", e escolha o arquivo para ser colocado em sequencia com o anterior previamente escolhido.

Terminado de selecionar todos os arquivos, clique em Video, localizado no canto superior da janela e selecione "Direct Stream Copy"

Feito isso, vá em File e clique na opção Save as AVI, e escolha a pasta para onde será salvo o arquivo com todos os filmes unidos.

Aspectos Tecnológicos da TV - Pós-Produção

A EDIÇÃO

Bem, todo o processo de pós-produção envolve basicamente a etapa de edição e suas sub-etapas de construção do material para juntar tudo em um vídeo só. O que acontece nesta etapa é unir o som com a imagem de maneira síncrona. A primeira coisa que se faz é a captura dos takes gravados.


A CAPTURA DOS TAKES
O continuísta entrega para o editor as fitas gravadas e uma lista dos takes que o diretor achou que ficaram bons. O editor, de posse destas fitas e deste documento, começa a capturar os diversos takes. Isso significa pegar a tomada que está numa fita e digitalizá-la, colocando o arquivo dentro do computador. Durante esta fase, deve-se ter o cuidado de sempre capturar pelo menos 5 segundos antes do take se iniciar e 5 segundos depois que o take terminar. Isso ajuda o editor na hora de cortar a cena, pois ele precisa de “espaço” para poder trabalhar. O editor usa então um programa de edição para colocar as tomadas na ordem do roteiro, um depois do outro. A transição de uma tomada para outra se chama corte. Em qualquer programa de edição existe uma lista enorme de opções de corte, muitos deles semelhantes àquelas animações de transição de slides de programas de apresentação de palestras. O corte mais usado é o “corte seco”. Neste, simplesmente a imagem de uma tomada termina e a primeira imagem da próxima cena aparece, sem qualquer tipo de transição.

Na fase de edição é possível, inclusive, adicionar alguns efeitos, dentre eles, o mais comum é chamado de chroma-key. Este efeito tem esse nome por que você filma um ator em fundo com uma cor básica pura (azul, vermelho ou verde), evitando ao máximo a criação de sombras. Esta cor será a cor chave (chroma-key) porque através dos programas de edição será possível eliminá-la da imagem e colocar qualquer outra coisa sem prejudicar o ator que nela está. É assim que são feitas, por exemplo, aquelas imagens dos repórteres da previsão do tempo. Deve-se ter apenas o cuidado de não usar roupas com o mesmo tom de cor do cenário, senão as cores da roupa também irão desaparecer.


O SAFE FRAME
Durante a edição é possível colocar textos ou legendas nos vídeos, cuidando para que quando o vídeo for mostrado numa TV, esta não “esconda” as bordas do quadro da imagem, como é comum acontecer. Por isso, quando for gravar, tenha em mente que 10 % das bordas não aparecem. E, para ter certeza de que os textos possam ser lidos plenamente, dos 90 % restantes, tire mais 10 %. Complicou de novo? Veja a imagem a seguir que ficará mais claro.



A linha azul é o safe frame da imagem:
- A imagem que estiver FORA da linha azul NÃO APARECE na TV
- A imagem que estiver DENTRO da linha azul APARECE na TV
A linha laranja é o safe frame de textos e legendas:
- O texto que estiver FORA da linha laranja NÃO APARECE na TV


A BANDA SONORA
O som é dividido em diálogos, trilha sonora e ruídos de sala. Os diálogos são os sons produzidos pela voz humana. Podem ser tanto os gravados na cena (chamados de som direto) quanto os de narração, que são gravados depois. A trilha sonora é a parte musical de um vídeo. Ela aumenta a carga dramática de uma cena. É muito importante pois dá vida ao seu vídeo, e pode, por exemplo, ressaltar uma imagem importante. Por último, vêm os ruídos de sala que são os efeitos sonoros. Um bater de porta, a água de um rio passando na margem, os passos de um homem, são todos exemplos de ruídos de sala que são feitos depois que o vídeo está pronto. Esses sons não são gravados na mesma hora da cena, podem ser feitos imediatamente após a gravação ou depois numa sala própria para isso.


OS CODECS
CODEC é um termo que significa COmpression/DECompression. É um algoritmo que diz para o computador como este arquivo foi armazenado e como ele deve ser lido. A imagem em si precisa de muita memória para ser manipulada e o codec veio para diminuir o tamanho do vídeo facilitando o seu transporte.

Existem diversos codecs disponíveis, alguns gratuitos, outros não, mas a maioria é derivada do codec mais utilizado que é o MPEG. Ele se tornou padrão em diversas áreas onde se usa vídeo digital. Arquivos do tipo VCD e SVCD usam o padrão MPEG-1. Já os DVD de filmes que alugamos em locadoras é o MPEG-2. Atualmente, o codec DIVx é largamente usado para arquivos de internet. Este é uma variação do MPEG-4. Um outro codec é o XVID que é uma resposta ao DIVx. A diferença entre um e outro é que para usar o DIVx em seus equipamentos os fabricantes de hardware precisam pagar royalties, enquanto que o XVID é gratuito. Já existem DVD-players que lêem além do MPEG-2, o DIVx.


E PARA ENCERRAR ESTE TÓPICO
Para ilustrar os conhecimentos abordados no tópico Aspectos Tecnológicos da TV, assista ao vídeo extraído do Curso de Extensão “TV na Escola e Os Desafios de Hoje”, onde os depoentes comentam sobre os processos de produção de um vídeo educativo.

Os conceitos vistos acima são muito importantes para o processo de edição de um vídeo. Hoje, com a utilização de Vídeo Digital e o aumento do poder de processamento dos microcomputadores, é possível fazer pequenas edições de vídeo que geram efeitos muito interessantes. Por exemplo, seria possível que diversos grupos de alunos fizessem filmagens diferentes de um mesmo documentário e tais filmagens fossem unificadas utilizando um software como o VirtualDub. Experimente utilizá-lo, ele é gratuito. Outra opção que vem com o sistema operacional Windows XP HomeEdition é o Windows Movie Maker. Por fim, temos o Adobe Premiere, um software comercial muito poderoso para edição de vídeo, que é utilizado por muitos profissionais da área.

Aspectos Tecnológicos da TV - Produção

A FILMAGEM
O roteiro foi preparado, a câmera está pronta e então chegou o grande dia de se começar a filmar. Ótimo, mas antes de ligar a câmera, temos que atentar para alguns detalhes básicos.

O que é uma câmera?


Além da câmera, um outro cuidado que se deve ter é com a Iluminação e o Som. A imagem é tudo, mas é preciso que seja de qualidade para ter possa ter significado para o público. Para garantir esta qualidade é muito importante o uso de uma boa iluminação. Outro item importante em um vídeo é o som. Temos que ter muito cuidado com o tipo de microfone que usaremos para trabalhar nosso vídeo. A seguir abordaremsos estes dois tópicos.


A ILUMINAÇÃO
Existem, basicamente, três fontes de luz fundamentais: a luz principal, a luz secundária ou de enchimento e a Backlight. Muitos trabalhos podem ser feitos apenas com a luz principal sem qualquer problema. Outros, mais sofisticados, precisam de mais fontes. Cada fonte de luz tem uma função específica, dependendo do que se queira fazer. Confira a seguir:




Perceba que todas as fontes luminosas possuem, direta ou indiretamente uma relação de posição com a câmera. Isso é muito importante para se chegar na imagem desejada. Lembre-se que as luzes estão ali para refletir no objeto e sensibilizar a câmera, marcando a imagem.

Veja nas figuras abaixo uma pequena demonstração da importância da iluminação em uma cena.






A CAPTAÇÃO DO SOM
Um outro fator importante quando estiver gravando um vídeo é o som. A grande maioria das câmeras para amadores possui um microfone embutido. Evite ao máximo usar este microfone. Por ser construído para uso em situações muito genéricas, ele capta todo tipo de som, até os indesejáveis.

Na gravação de um diálogo feita com este tipo de microfone é até possível ouvir e entender o que as pessoas estão falando, porém o ruído de toda a sala também é captado, atrapalhando, e muito, a audição. O ventilador ligado, o ar condicionado, alguém andando, são exemplos de sons que não percebemos no nosso dia pois o cérebro consegue inibir este tipo de informação, filtrando o som que chega até ele. Mas os equipamentos não possuem esse “filtro”, então todo o som é captado prejudicando até o entendimento.

Para evitar esses defeitos, pode-se usar microfones externos que se conectam à câmera. Cada um deles tem um tipo de direcionalidade que é a capacidade de registrar o áudio oriundo de diversas direções. A direcionalidade pode ser de dois tipos: omnidirecional (a sensibilidade da captação do som é a mesma em todas as direções) e o unidirecional ou cardióide (a sensibilidade da captação do som é maior quando o som vem da frente do microfone, e é menor quando o som vem de trás e dos lados). Veja a seguir as imagens com os tipos de microfone, sua direcionalidade, e seu uso:







A MARCAÇÃO DOS TAKES
Durante uma gravação, é preciso ter um controle do que foi gravado, do que será gravado, etc. O roteiro, feito na primeira etapa, já vem com as marcações das cenas que devem ser filmadas. Por exemplo, no dia 1 será gravada a cena 20, a cena 23 e a cena 30, pois se passam dentro do mesmo cenário. Para se gravar a cena 20, o diretor decide que irá usar 5 planos diferentes (decididos no roteiro técnico). A gravação de cada plano pode e deve ser feita várias vezes para que se possa depois saber qual foi a que ficou melhor. Cada plano repetido recebe o nome de Take ou tomada.


Fonte: E-Proinfo

sábado, 2 de maio de 2009

Alguns Roteiros

No site Geração Saúde do TV Escola há alguns roteiros super bacanas para produção de vídeos!!!
Basta clicar em Episódios!!!

Aspectos Tecnológicos da TV - Pré - produção

Fazer um vídeo demanda tempo e principalmente dinheiro. Ao longo destes mais de 100 anos de história da imagem em movimento, foram desenvolvidas algumas fases - pré-produção; produção e pós-produção - que ordenam a arte de se construir um vídeo. A seguir daremos uma noção de cada uma:
A pré-produção compreende a elaboração do roteiro (Escaleta, Argumento, Roteiro Literário e Roteiro Técnico) , a análise técnica e a elaboração do cronograma.


ROTEIRO:
Como o próprio nome já diz, é um guia, uma rota a ser seguida. É um mapa que deve estar sempre a mão de quem está fazendo o vídeo durante todo o processo. Esta fase é muito importante pois é a partir dela que se desenrolam todas as outras. Mas lembre-se, este mapa é uma trilha, não um trilho. Durante o caminho podem ocorrer situações que farão você mudar de rumo, tenha apenas cuidado para não perder o seu objetivo. Não vamos entrar a fundo no mérito criativo do roteiro pois foge do escopo do presente trabalho, vamos apenas trabalhar uma iniciação ao tema. Quem tiver interesse no assunto pode consultar os livros da bibliografia: O poder do mito de Bill Moyers e Joseph Campbell; A jornada do escritor de Christopher Vogler; Da criação ao roteiro de Doc Comparato. Por ora vamos seguir o processo passo a passo.


ESCALETA:
Qualquer que seja o vídeo a fazer, ele começa da idéia de alguém. Anote as idéias que tiver numa folha de papel da forma que vierem, não tente filtrar nada. Simplesmente anote. Isto se chama brainstorm. Depois de terminar de gerar estas idéias é que você começa a organizar de maneira lógica o que você anotou e aí sim filtre o que for desnecessário. Arrume estas idéias com poucas palavras, apenas o suficiente para que você se lembre do que você quer escrever. Estes tópicos ordenados recebem o nome de escaleta e serão preenchidos mais adiante.


ARGUMENTO:
Com a escaleta montada, é hora de começar a preencher os espaços da mesma. Neste momento, você escreve o texto como se fosse uma redação do ensino médio. Coloque nela tudo o que você imaginou, fazendo com que um tópico chegue ao outro. Não se preocupe com outras coisas, simplesmente se concentre na descrição da cena que você está imaginando, com tudo dela, cenários, diálogos, ações, etc. e esqueça todo o resto. Este não é o momento de se preocupar com enquadramento de câmeras ou seus movimentos. Esta etapa é mais à frente no roteiro técnico. Quando terminar o argumento, você já terá um bela noção de como ficará o seu video.


ROTEIRO LITERÁRIO:
É o roteiro propriamente dito. Agora que já temos o argumento pronto, o que faremos é formatar o texto de forma que se tenha uma idéia geral de quanto tempo o video final terá. Um dos métodos mais usados é a formatação no padrão master scenes. Basicamente, ele divide o texto do argumento em cenas. O título de cada cena é dado por sua numeração, o nome do local onde ela acontece, se ela acontece dentro de um ambiente fechado (INT) ou fora deste ambiente(EXT), e o horário em que ela acontece (DIA, NOITE, AMANHECER, ETC...). Note que estas definições não fazem parte do argumento. Veja o exemplo:

PRAÇA DA ALIMENTAÇÃO DO SHOPPING / INT / DIA

Abaixo do título da cena, vem a descrição do que acontece na cena. É praticamente idêntico ao texto do argumento. Quando houver diálogos eles devem ser formatados para que a margem esquerda da folha fique sempre, no mínimo, na metade da folha. Isso serve para se ter uma noção de tempo. Desta maneira o seu texto dirá que uma folha terá aproximadamente de um a um minuto e meio de projeção.

Cristiano Flauzino escreve um pequeno texto neste link onde revela todos os detalhes da formatação de um roteiro para video e cinema.

Acesse o link do Geração Saúde, no site do TV Escola, e clique no botão azul em cima e a esquerda " Episódios", e em seguida no botão azul embaixo e a direita “roteiros ilustrados” e leia os roteiros dos programas produzidos.


ROTEIRO TÉCNICO:
Após o roteiro literário pronto, é feito um outro documento que auxiliará na hora da gravação: o roteiro técnico. Nesta fase, é feita a decupagem, ou seja, uma divisão das cenas do roteiro em diversos planos de filmagem. Plano de filmagem nada mais é do que uma proporção do que a câmera vai colocar na tela, tendo como referencia a figura humana. Cada plano tem um nome que varia, um pouco, de autor para autor. A seguir é fornecida uma relação dos enquadramentos de câmera e uma pequena descrição de cada um deles.

GPG - Grande Plano Geral: é um plano de visão totalmente aberto. Sua função básica é descrever o cenário.
PG - Plano Geral: é um plano de visão um pouco mais fechado do que o GPG. Percebe-se as pessoas mas não se consegue reconhecê-las. Sua função básica é posicionar os personagens na cena.
PC - Plano Conjunto: é um plano de visão mais fechado que o PG. Percebe-se a pessoa, ou grupo de pessoas e já é possível reconhecê-las.
PM - Plano Médio:  a altura do quadro fica do tamanho do ator. Percebe-se perfeitamente o que o personagem está fazendo.
PA - Plano Americano: é semelhante ao PM com uma diferença. O enquadramento é acima dos joelhos.
PP - Primeiro Plano: o enquadramento é feito a partir do peito da personagem. Serve principalmente para dar uma noção do estado emocional do personagem.
PPP - Primeiríssimo Plano: o rosto do personagem ocupa toda a tela. Tem forte carga dramática.
PD - Plano Detalhe: como o próprio nome diz, tem a função de mostrar o detalhe de uma cena. Um olho, um relógio, etc.


ANÁLISE TÉCNICA:
De posse do roteiro literário e do roteiro técnico, é feita uma lista, cena por cena, dos materiais que serão necessários para cada uma. Aqui são levantadas basicamente as necessidades de produção para se iniciar a filmagem propriamente dita.


CRONOGRAMA:
Terminada a produção dos documentos anteriores, deve-se planejar agora o QUE e QUANDO será filmado. É feito um calendário para organizar e informar o que será filmado e em que dia.


Fonte: E-Proinfo