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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Uma estorinha de "mudança"


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Um diretor de uma escola brasileira - só pode ser particular, já que na rede pública o professor é "imexível" - demitiu um professor extremamente tradicional, que ali lecionava há 30 anos. Não porque não gostasse dele. Era boa gente, atencioso, frequente, pontual. Até os meninos gostavam dele. É gente boa, diziam.

Mas o diretor queria mudar o formato do ensino na escola e, por isso, contratou um recém-egresso da universidade.

Era jovem, deveria ter uma formação mais moderna, mais de acordo com o que deve ser preciso em uma escola do Século XXI.

Seguramente o novato aprendera coisas sobre didática, psicologia e tecnologia educacional que o antigo professor sequer ouvira quando estava na universidade.

O desejo do diretor de oferecer um ensino inovador era mesmo enorme. E naquele professor recém-formado estava essa chance.

O diretor, sedento por ver a rápida mudança acontecer, decidiu acompanhar o novo professor em seu trabalho. Ele seria o modelo para a mudança dos demais professores.

Percebeu que a arrumação da sala se mantinha como antes. As carteiras continuavam enfileiradas, cada aluno assentado atrás de outro.

Contudo, pensou, isso é o de menos. Mais importante que alterar o aspecto das salas, o essencial seria modificar as aulas. Uma nova didática, um novo ensino, uma educação moderna, ainda que as carteiras estivessem enfileiradas.

Acompanhou então uma primeira aula do professor novato. Ele usava o computador e o projetor multimídia. Enquanto falava, mostrava aos alunos uma série quase infindável de slides. Eram tantos que as luzes da sala só se acenderam no final da aula, quando soava o sinal.

O novo professor prometeu aos alunos, jovens que sem dúvida gostam de usar o computador, que enviaria a apresentação por e-mail.
Isso é um traço da modernidade, pensou o diretor.

Mas, depois de algumas aulas, viu que eram todas iguais. A dinâmica era sempre a mesma: aulas expositivas, alunos silentes, slides projetados em uma tela.

O diretor constatou, com enorme tristeza, que a forma de ensinar do novo professor era a mesma adotada pelo professor que demitira. Não fosse pelo computador, seria a mesma aula.

As provas, verificou depois, permaneciam do mesmo jeito, cobrando aos alunos a matéria que deviam decorar.

O diretor, incomodado, resolveu abordar o professor recém-chegado. Questionou-o sobre as aulas, sobre o ensino. Afinal, tudo permanecia na mesma.

O professor, recém-formado, repetia o que o demitido fizera por anos e anos na escola, três décadas para sermos exatos.

"Por que nada mudou?", perguntou então o diretor, em uma conversa reservada com o professor novato.

Do novato ouviu uma resposta: “Toda a minha educação básica foi feita assim, em todas as escolas que frequentei, ao longo de onze anos. Depois foram mais quatro anos na universidade e tudo era dessa mesma maneira."

E, encerrou o professor novato, desculpando-se: "Não sei como fazer isso diferente”.
Foi demitido na hora, apesar de toda a honestidade imediatamente reconhecida pelo diretor.

Logo depois o novo desempregado foi chamado para ser professor em uma instituição de ensino superior. Agora podia realizar quele que era o seu grande sonho: formar novos professores.


Fonte: Blog Tecnologias Digitais e Educação

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Pensando sobre o futuro


- Quem é o professor do futuro? Quais questões ele terá consigo?

- Quais serão as preocupações do professor do futuro?

- Quais serão suas competências?

- Como será a formação do professor diante do fato que novas tecnologias, mídias e linguagens continuarão surgindo?

- Podemos continuar a estudar da forma como o fizemos neste Módulo? Será este o prenúncio de uma nova prática de formação continuada?


Pensando sobre a prática 2


- Como situar a prática pedagógica para propiciar aos alunos uma nova forma de aprender integrando as diferentes mídias nas atividades do espaço escolar? Exemplifique com uma situação concreta.

- Que novos questionamentos podem ser levantados em relação às práticas sugeridas de integração de mídias na prática pedagógica?

- Que aspectos se sobressaem como necessários ao aprofundamento da compreensão sobre a integração de mídias na prática pedagógica?

- Como fica a atuação do professor diante do fato que novas tecnologias, mídias e linguagens continuarão surgindo?


Pensando sobre a prática


A esperança dos educadores no sentido de criarem práticas educativas mais condizentes com o mundo em que vivem os alunos de hoje continua a persistir e a se evidenciar nas escolas e principalmente nos cursos de formação continuada a que eles acorrem em busca de soluções para o desinteresse dos estudantes e o mal-estar criado nos espaços escolares. Não basta olhar para os problemas! É importante analisá-los e sair em busca de alternativas para superá-los.

- Será a integração de mídias uma alternativa viável para superar parte desses problemas?

- Em que aspectos a integração de mídias poderá contribuir?

- Quais mídias estão disponíveis hoje na realidade das escolas públicas?

- O que podemos fazer para despertar a motivação de nossos alunos com os recursos midiáticos disponíveis?

Pensando... antes e hoje...

A convivência com velhas e novas mídias mostrou que a integração entre imagem e texto antecede ao advento do computador e da hipermídia, sendo assim, reflita sobre as seguintes questões:

- O que o computador trouxe de novo para a integração de mídias?

- Como a educação está se apropriando das possibilidades de integração de mídias?

- Há alguma novidade sobre a integração de mídias que possa ser incorporada à sua prática pedagógica?