Mostrando postagens com marcador Produção de Vídeos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Produção de Vídeos. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de maio de 2009

Referências


LIVROS e ARTIGOS

"Distance Education" de Moore & Kearsley;

"Creating a Web-based Course for Undergraduate Pre-Education Students" de William J. Valmont;

"Mídia Educativa, Treinamento e Educação a Distância: Quase um manifesto" de Samuel Pfromm Netto;

"Manual de Vídeo" de Rudi Santos

"O Poder do Mito" de Bill Moyers e Joseph Campbell;

"A Jornada do Escritor" de Christopher Vogler;

"Da Criação ao Roteiro" de Doc Comparato;

"GUIA BÁSICO PARA PRODUÇÃO DE UM FILME DIGITAL" de Peter Broderick, Mark Stolaroff e Tara Veneruso, publicado na revista FilmMaker.


SITES

"A TV Digital interativa no espaço educacional" de SERGIO FERREIRA DO AMARAL e DANIEL MOUTINHO PACATA
(http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2003/ju229pg2b.html)

"Adolescentes são curadores da Mostra VILATIVA"
(http://www.midiativa.org.br/index.php/midiativa/content/view/full/3385)

Dicas Técnicas sobre operação com videos

Dicas sobre as etapas de produção de um filme

Endereço eletrônico da Associação Brasileira de Cinematografia

Editando Episódios - VirtualDub

Para juntar pedaços de um filme, gerando um único, através do programa VirtualDub.

O Primeiro passo é fazer o download das partes interessadas, salve os arquivos em uma pasta de sua preferência, mas lembre-se qual é.

Após a execução do programa Virtualdub, Clique em File, localizado no canto superior esquerdo da janela, e escolha a opção Open Video File.

Uma janela será aberta para que seja escolhido o video a ser unido pelo programa. Selecione o Primeiro video da sua escolha.

Para se adicionar as outras partes do video repita o procedimento abaixo : Clique novamente em File e dessa vez, escolha a opção "Append AVI Segment", e escolha o arquivo para ser colocado em sequencia com o anterior previamente escolhido.

Terminado de selecionar todos os arquivos, clique em Video, localizado no canto superior da janela e selecione "Direct Stream Copy"

Feito isso, vá em File e clique na opção Save as AVI, e escolha a pasta para onde será salvo o arquivo com todos os filmes unidos.

Aspectos Tecnológicos da TV - Pós-Produção

A EDIÇÃO

Bem, todo o processo de pós-produção envolve basicamente a etapa de edição e suas sub-etapas de construção do material para juntar tudo em um vídeo só. O que acontece nesta etapa é unir o som com a imagem de maneira síncrona. A primeira coisa que se faz é a captura dos takes gravados.


A CAPTURA DOS TAKES
O continuísta entrega para o editor as fitas gravadas e uma lista dos takes que o diretor achou que ficaram bons. O editor, de posse destas fitas e deste documento, começa a capturar os diversos takes. Isso significa pegar a tomada que está numa fita e digitalizá-la, colocando o arquivo dentro do computador. Durante esta fase, deve-se ter o cuidado de sempre capturar pelo menos 5 segundos antes do take se iniciar e 5 segundos depois que o take terminar. Isso ajuda o editor na hora de cortar a cena, pois ele precisa de “espaço” para poder trabalhar. O editor usa então um programa de edição para colocar as tomadas na ordem do roteiro, um depois do outro. A transição de uma tomada para outra se chama corte. Em qualquer programa de edição existe uma lista enorme de opções de corte, muitos deles semelhantes àquelas animações de transição de slides de programas de apresentação de palestras. O corte mais usado é o “corte seco”. Neste, simplesmente a imagem de uma tomada termina e a primeira imagem da próxima cena aparece, sem qualquer tipo de transição.

Na fase de edição é possível, inclusive, adicionar alguns efeitos, dentre eles, o mais comum é chamado de chroma-key. Este efeito tem esse nome por que você filma um ator em fundo com uma cor básica pura (azul, vermelho ou verde), evitando ao máximo a criação de sombras. Esta cor será a cor chave (chroma-key) porque através dos programas de edição será possível eliminá-la da imagem e colocar qualquer outra coisa sem prejudicar o ator que nela está. É assim que são feitas, por exemplo, aquelas imagens dos repórteres da previsão do tempo. Deve-se ter apenas o cuidado de não usar roupas com o mesmo tom de cor do cenário, senão as cores da roupa também irão desaparecer.


O SAFE FRAME
Durante a edição é possível colocar textos ou legendas nos vídeos, cuidando para que quando o vídeo for mostrado numa TV, esta não “esconda” as bordas do quadro da imagem, como é comum acontecer. Por isso, quando for gravar, tenha em mente que 10 % das bordas não aparecem. E, para ter certeza de que os textos possam ser lidos plenamente, dos 90 % restantes, tire mais 10 %. Complicou de novo? Veja a imagem a seguir que ficará mais claro.



A linha azul é o safe frame da imagem:
- A imagem que estiver FORA da linha azul NÃO APARECE na TV
- A imagem que estiver DENTRO da linha azul APARECE na TV
A linha laranja é o safe frame de textos e legendas:
- O texto que estiver FORA da linha laranja NÃO APARECE na TV


A BANDA SONORA
O som é dividido em diálogos, trilha sonora e ruídos de sala. Os diálogos são os sons produzidos pela voz humana. Podem ser tanto os gravados na cena (chamados de som direto) quanto os de narração, que são gravados depois. A trilha sonora é a parte musical de um vídeo. Ela aumenta a carga dramática de uma cena. É muito importante pois dá vida ao seu vídeo, e pode, por exemplo, ressaltar uma imagem importante. Por último, vêm os ruídos de sala que são os efeitos sonoros. Um bater de porta, a água de um rio passando na margem, os passos de um homem, são todos exemplos de ruídos de sala que são feitos depois que o vídeo está pronto. Esses sons não são gravados na mesma hora da cena, podem ser feitos imediatamente após a gravação ou depois numa sala própria para isso.


OS CODECS
CODEC é um termo que significa COmpression/DECompression. É um algoritmo que diz para o computador como este arquivo foi armazenado e como ele deve ser lido. A imagem em si precisa de muita memória para ser manipulada e o codec veio para diminuir o tamanho do vídeo facilitando o seu transporte.

Existem diversos codecs disponíveis, alguns gratuitos, outros não, mas a maioria é derivada do codec mais utilizado que é o MPEG. Ele se tornou padrão em diversas áreas onde se usa vídeo digital. Arquivos do tipo VCD e SVCD usam o padrão MPEG-1. Já os DVD de filmes que alugamos em locadoras é o MPEG-2. Atualmente, o codec DIVx é largamente usado para arquivos de internet. Este é uma variação do MPEG-4. Um outro codec é o XVID que é uma resposta ao DIVx. A diferença entre um e outro é que para usar o DIVx em seus equipamentos os fabricantes de hardware precisam pagar royalties, enquanto que o XVID é gratuito. Já existem DVD-players que lêem além do MPEG-2, o DIVx.


E PARA ENCERRAR ESTE TÓPICO
Para ilustrar os conhecimentos abordados no tópico Aspectos Tecnológicos da TV, assista ao vídeo extraído do Curso de Extensão “TV na Escola e Os Desafios de Hoje”, onde os depoentes comentam sobre os processos de produção de um vídeo educativo.

Os conceitos vistos acima são muito importantes para o processo de edição de um vídeo. Hoje, com a utilização de Vídeo Digital e o aumento do poder de processamento dos microcomputadores, é possível fazer pequenas edições de vídeo que geram efeitos muito interessantes. Por exemplo, seria possível que diversos grupos de alunos fizessem filmagens diferentes de um mesmo documentário e tais filmagens fossem unificadas utilizando um software como o VirtualDub. Experimente utilizá-lo, ele é gratuito. Outra opção que vem com o sistema operacional Windows XP HomeEdition é o Windows Movie Maker. Por fim, temos o Adobe Premiere, um software comercial muito poderoso para edição de vídeo, que é utilizado por muitos profissionais da área.

Aspectos Tecnológicos da TV - Produção

A FILMAGEM
O roteiro foi preparado, a câmera está pronta e então chegou o grande dia de se começar a filmar. Ótimo, mas antes de ligar a câmera, temos que atentar para alguns detalhes básicos.

O que é uma câmera?


Além da câmera, um outro cuidado que se deve ter é com a Iluminação e o Som. A imagem é tudo, mas é preciso que seja de qualidade para ter possa ter significado para o público. Para garantir esta qualidade é muito importante o uso de uma boa iluminação. Outro item importante em um vídeo é o som. Temos que ter muito cuidado com o tipo de microfone que usaremos para trabalhar nosso vídeo. A seguir abordaremsos estes dois tópicos.


A ILUMINAÇÃO
Existem, basicamente, três fontes de luz fundamentais: a luz principal, a luz secundária ou de enchimento e a Backlight. Muitos trabalhos podem ser feitos apenas com a luz principal sem qualquer problema. Outros, mais sofisticados, precisam de mais fontes. Cada fonte de luz tem uma função específica, dependendo do que se queira fazer. Confira a seguir:




Perceba que todas as fontes luminosas possuem, direta ou indiretamente uma relação de posição com a câmera. Isso é muito importante para se chegar na imagem desejada. Lembre-se que as luzes estão ali para refletir no objeto e sensibilizar a câmera, marcando a imagem.

Veja nas figuras abaixo uma pequena demonstração da importância da iluminação em uma cena.






A CAPTAÇÃO DO SOM
Um outro fator importante quando estiver gravando um vídeo é o som. A grande maioria das câmeras para amadores possui um microfone embutido. Evite ao máximo usar este microfone. Por ser construído para uso em situações muito genéricas, ele capta todo tipo de som, até os indesejáveis.

Na gravação de um diálogo feita com este tipo de microfone é até possível ouvir e entender o que as pessoas estão falando, porém o ruído de toda a sala também é captado, atrapalhando, e muito, a audição. O ventilador ligado, o ar condicionado, alguém andando, são exemplos de sons que não percebemos no nosso dia pois o cérebro consegue inibir este tipo de informação, filtrando o som que chega até ele. Mas os equipamentos não possuem esse “filtro”, então todo o som é captado prejudicando até o entendimento.

Para evitar esses defeitos, pode-se usar microfones externos que se conectam à câmera. Cada um deles tem um tipo de direcionalidade que é a capacidade de registrar o áudio oriundo de diversas direções. A direcionalidade pode ser de dois tipos: omnidirecional (a sensibilidade da captação do som é a mesma em todas as direções) e o unidirecional ou cardióide (a sensibilidade da captação do som é maior quando o som vem da frente do microfone, e é menor quando o som vem de trás e dos lados). Veja a seguir as imagens com os tipos de microfone, sua direcionalidade, e seu uso:







A MARCAÇÃO DOS TAKES
Durante uma gravação, é preciso ter um controle do que foi gravado, do que será gravado, etc. O roteiro, feito na primeira etapa, já vem com as marcações das cenas que devem ser filmadas. Por exemplo, no dia 1 será gravada a cena 20, a cena 23 e a cena 30, pois se passam dentro do mesmo cenário. Para se gravar a cena 20, o diretor decide que irá usar 5 planos diferentes (decididos no roteiro técnico). A gravação de cada plano pode e deve ser feita várias vezes para que se possa depois saber qual foi a que ficou melhor. Cada plano repetido recebe o nome de Take ou tomada.


Fonte: E-Proinfo

sábado, 2 de maio de 2009

Alguns Roteiros

No site Geração Saúde do TV Escola há alguns roteiros super bacanas para produção de vídeos!!!
Basta clicar em Episódios!!!

Aspectos Tecnológicos da TV - Pré - produção

Fazer um vídeo demanda tempo e principalmente dinheiro. Ao longo destes mais de 100 anos de história da imagem em movimento, foram desenvolvidas algumas fases - pré-produção; produção e pós-produção - que ordenam a arte de se construir um vídeo. A seguir daremos uma noção de cada uma:
A pré-produção compreende a elaboração do roteiro (Escaleta, Argumento, Roteiro Literário e Roteiro Técnico) , a análise técnica e a elaboração do cronograma.


ROTEIRO:
Como o próprio nome já diz, é um guia, uma rota a ser seguida. É um mapa que deve estar sempre a mão de quem está fazendo o vídeo durante todo o processo. Esta fase é muito importante pois é a partir dela que se desenrolam todas as outras. Mas lembre-se, este mapa é uma trilha, não um trilho. Durante o caminho podem ocorrer situações que farão você mudar de rumo, tenha apenas cuidado para não perder o seu objetivo. Não vamos entrar a fundo no mérito criativo do roteiro pois foge do escopo do presente trabalho, vamos apenas trabalhar uma iniciação ao tema. Quem tiver interesse no assunto pode consultar os livros da bibliografia: O poder do mito de Bill Moyers e Joseph Campbell; A jornada do escritor de Christopher Vogler; Da criação ao roteiro de Doc Comparato. Por ora vamos seguir o processo passo a passo.


ESCALETA:
Qualquer que seja o vídeo a fazer, ele começa da idéia de alguém. Anote as idéias que tiver numa folha de papel da forma que vierem, não tente filtrar nada. Simplesmente anote. Isto se chama brainstorm. Depois de terminar de gerar estas idéias é que você começa a organizar de maneira lógica o que você anotou e aí sim filtre o que for desnecessário. Arrume estas idéias com poucas palavras, apenas o suficiente para que você se lembre do que você quer escrever. Estes tópicos ordenados recebem o nome de escaleta e serão preenchidos mais adiante.


ARGUMENTO:
Com a escaleta montada, é hora de começar a preencher os espaços da mesma. Neste momento, você escreve o texto como se fosse uma redação do ensino médio. Coloque nela tudo o que você imaginou, fazendo com que um tópico chegue ao outro. Não se preocupe com outras coisas, simplesmente se concentre na descrição da cena que você está imaginando, com tudo dela, cenários, diálogos, ações, etc. e esqueça todo o resto. Este não é o momento de se preocupar com enquadramento de câmeras ou seus movimentos. Esta etapa é mais à frente no roteiro técnico. Quando terminar o argumento, você já terá um bela noção de como ficará o seu video.


ROTEIRO LITERÁRIO:
É o roteiro propriamente dito. Agora que já temos o argumento pronto, o que faremos é formatar o texto de forma que se tenha uma idéia geral de quanto tempo o video final terá. Um dos métodos mais usados é a formatação no padrão master scenes. Basicamente, ele divide o texto do argumento em cenas. O título de cada cena é dado por sua numeração, o nome do local onde ela acontece, se ela acontece dentro de um ambiente fechado (INT) ou fora deste ambiente(EXT), e o horário em que ela acontece (DIA, NOITE, AMANHECER, ETC...). Note que estas definições não fazem parte do argumento. Veja o exemplo:

PRAÇA DA ALIMENTAÇÃO DO SHOPPING / INT / DIA

Abaixo do título da cena, vem a descrição do que acontece na cena. É praticamente idêntico ao texto do argumento. Quando houver diálogos eles devem ser formatados para que a margem esquerda da folha fique sempre, no mínimo, na metade da folha. Isso serve para se ter uma noção de tempo. Desta maneira o seu texto dirá que uma folha terá aproximadamente de um a um minuto e meio de projeção.

Cristiano Flauzino escreve um pequeno texto neste link onde revela todos os detalhes da formatação de um roteiro para video e cinema.

Acesse o link do Geração Saúde, no site do TV Escola, e clique no botão azul em cima e a esquerda " Episódios", e em seguida no botão azul embaixo e a direita “roteiros ilustrados” e leia os roteiros dos programas produzidos.


ROTEIRO TÉCNICO:
Após o roteiro literário pronto, é feito um outro documento que auxiliará na hora da gravação: o roteiro técnico. Nesta fase, é feita a decupagem, ou seja, uma divisão das cenas do roteiro em diversos planos de filmagem. Plano de filmagem nada mais é do que uma proporção do que a câmera vai colocar na tela, tendo como referencia a figura humana. Cada plano tem um nome que varia, um pouco, de autor para autor. A seguir é fornecida uma relação dos enquadramentos de câmera e uma pequena descrição de cada um deles.

GPG - Grande Plano Geral: é um plano de visão totalmente aberto. Sua função básica é descrever o cenário.
PG - Plano Geral: é um plano de visão um pouco mais fechado do que o GPG. Percebe-se as pessoas mas não se consegue reconhecê-las. Sua função básica é posicionar os personagens na cena.
PC - Plano Conjunto: é um plano de visão mais fechado que o PG. Percebe-se a pessoa, ou grupo de pessoas e já é possível reconhecê-las.
PM - Plano Médio:  a altura do quadro fica do tamanho do ator. Percebe-se perfeitamente o que o personagem está fazendo.
PA - Plano Americano: é semelhante ao PM com uma diferença. O enquadramento é acima dos joelhos.
PP - Primeiro Plano: o enquadramento é feito a partir do peito da personagem. Serve principalmente para dar uma noção do estado emocional do personagem.
PPP - Primeiríssimo Plano: o rosto do personagem ocupa toda a tela. Tem forte carga dramática.
PD - Plano Detalhe: como o próprio nome diz, tem a função de mostrar o detalhe de uma cena. Um olho, um relógio, etc.


ANÁLISE TÉCNICA:
De posse do roteiro literário e do roteiro técnico, é feita uma lista, cena por cena, dos materiais que serão necessários para cada uma. Aqui são levantadas basicamente as necessidades de produção para se iniciar a filmagem propriamente dita.


CRONOGRAMA:
Terminada a produção dos documentos anteriores, deve-se planejar agora o QUE e QUANDO será filmado. É feito um calendário para organizar e informar o que será filmado e em que dia.


Fonte: E-Proinfo

Guia de Layout Master Scenes

Hoje em dia, podemos dizer que quase todos os guiões para cinema são escritos no formato americano Master Scenes, que implica uma página de roteiro para cada minuto de filme. Para conseguir esse tempo Pg/Mim, requer um pouco de prática, mas não conseguir alcançá-lo não irá interferir na qualidade do enredo.

Por que usar o Master Scenes? Por que é um sistema simples, muito usado (qualquer pessoa da área de cinema que vê-lo vai saber que é um guião) e permite ao argumentista se concentrar mais no que é o dever dele: contar uma história.

Os argumentistas não-americanos usam uma formatação mais liberal, que permite a indicação de transições e, às vezes, a indicação de planos quando for essencial para o entendimento da cena. Já no Master Scenes, mais rigoroso, o argumentista não pode fazer qualquer tipo de indicação nem ao director, poucas vezes aos actores, nem a qualquer outro técnico da fase de produção. Mas isso é discutível, pois quando num roteiro está escrito: "MARIA brinca com sua aliança de casamento entre os dedos", nenhum director será louco de mostrar essa cena em plano geral! O que ele fará será um enquadramento em close ou mais próximo.

Como regra, corte o máximo possível de indicações técnicas e se concentra ao máximo no enredo do guião. Sempre há algum modo de sugerir algo ao director, fotógrafo, actor, editor e outros da área, sem usar explicitamente um termo técnico... Use o bom senso.


1. Preparando a Folha
Papel:
Tipo Carta (21,59 cm x 27,94cm)
Margens:
Superior: 2,5 cm.
Inferior: entre 2,5 cm a 3 cm;
Margem esquerda: de 3,5 cm a 4 cm
Margem direita de 2,5 cm a 3 cm;
Fonte:
Courier New, tamanho 12 pt. Não use itálicos ou negritos.

2. Cabeçalhos
Alinhamento esquerdo;
Todas em MAIÚSCULO;
Numeração opcional.

3. Descrição da Cena
Alinhamento esquerdo ou justificado;
Uma linha de espaço entre os parágrafos;

4. Diálogo
• Personagem
Recuo esquerdo de 6 a 7cm;
Todas em MAIÚSCULAS.
• Indicação ao actor
Recuo esquerdo 1cm a 2 cm menor que o recuo do Personagem;
Entre parêntesis.
• Diálogo
Recuo esquerdo de 3 cm a 4 cm;
Recuo direito de 1,5 cm a 2,5 cm;
Alinhamento esquerdo ou justificado;
• Outras indicações
Escritas ao lado do nome do personagem, entre parêntesis, usando a mesma formatação;
V.O. = Voice Over (voz)
O.S. = Out of Screen (fora da tela);
CONT = Continuando;
MAIS = usado para indicar que o diálogo foi quebrado pela página.

5. Transições
Alinhamento direito;
Todas em MAIÚSCULO.

6. Capa
Deve conter o título em destaque; o nome do autor, dados do copyright, dados como o endereço, contacto, agente, etc.
Geralmente, a capa é escrita do seguinte modo:
Fontes Courier New 12 pt;
TÍTULO DO GUIÃO quase ao centro da folha, todas em MAIÚSCULA;
Abaixo do título o nome do autor;
Nas últimas linhas dados do Copyright, do autor, do agente e contacto.

7. Segunda Página
Na quarta linha escreva o Título do Guião, centralizado, todas em MAIÚSCULA;
Duas linhas abaixo, com alinhamento esquerdo, todas em maiúscula, escreva FADE IN. Duas linhas abaixo começa o roteiro em si.

8. Última Página
Com a mesma formatação das transições, escreva FADE OUT três linhas após o termino do roteiro;
Três linhas embaixo do FADE OUT escreva FIM ou FINAL, todas em MAIÚSCULA, alinhamento centralizado.

9. Numeração
Em todas as páginas, excepto a capa, no canto superior esquerdo da página;
Fonte normal, 12 pt.

10. Espaçamento
• Espaçamento simples durante os:
Diálogos;
Nomes;
Indicações ao actor;
Descrições das cenas.
• Espaçamento duplo (equivalente a dois Enters) entre os:
Cabeçalhos;
Descrições das cenas;
Transições;
Diálogos.

11. Observações
Não haverá problemas se você usar uma padrão de formatação um pouco diferente -- só um pouco mesmo --. O importante é tornar a leitura o mais fácil e visual possível


Fonte