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domingo, 3 de maio de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Mensagem de Boas Vindas
Mensagem de boas vindas recebida da prof Cristina, minha tutora no Curso de Mídias, por ocasião do início do ano letivo.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
O ser e o estar: nada é o que primeiro aparenta...
É uma postagem que vale a pena ler! Uma reflexão e tanto!!!
O vídeo não pode ser incorporado aqui porque a incorporação foi desativada mediante solicitação, mas ele pode ser visto diretamente no You Tube. Para isso clique
>>AQUI<<
Somos ou estamos professores?
Somos ou estamos pais?
Somos ou estamos alunos?
Somos ou estamos cantores?
Ser ou estar, eis a questão!
Conheço muitos que estão alguma coisa (por força de hábito, conveniência, convivência, medo, necessidade, etc.) mas não são o que aparentam. Nem todo professor é educador, pois educar pressupõe mais do que ter didática, estrutura e metodologia. Têm alguns que estão pós-graduados, mas não são tudo o que dizem ser. Outros falta tempo e recursos para se especializar, mas têm o dom de encantar e de educar. Querer não é poder... Eu sou professor e não estou professor. Mais, me considero um educador sempre aprendendo que nada sei... Têm muitos que estão mas não são, de fato educadores...
Não se preocupem, caro amigos e colegas da Educação, isso não é desabafo nem desatino contra algo que me fizeram, muito pelo contrário. Tenho 15 anos e meio de educação, nas mais variadas atividades, e tive sorte de conhecer mais educadores que são do que estão... Aprendi mais do que ensinei. O que me levou a escrever essas linhas é o vídeo que assisti hoje pela manhã, graças a colega e amiga Janaina Martins, que me mostrou, lá na guia "Parada Obrigatória", da Comunidade NTE - RS, no ambiente TelEduc, da Seduc-RS.
As aparências e os juízos de valores precipitados enganam mesmo. Pensei, quando ela me chamou para assitir o vídeo de cerca de 5 min. que se tratava de uma dessas "pegadinhas", já que a canção parecia playback, e o cantor galês era um ilustre desconhecia. Vejam então e surpreendam-se como eu entre o Ser e o Estar...
Assistam o vídeo acima, capturado do YouTube, com legendas, mostrando o desafio de Paul Potts, galês, vendedor de celulares, que tinha o sonho de ser cantor de ópera, e ao participar de um concurso de talentos. Primeiramente foi menosprezado, até começar a cantar a inesquecível Nessun Dorma, que Luciano Pavarotti celebrizou.
É um exemplo de que as aparências enganam, que os equívocos de avaliação de alguém apenas pelo que ele demonstra exteriormente são enormes, e que acreditar com persistência, auto-crítica e humildade em si mesmo e depois em seus sonhos é o caminho para professores, pais e alunos. Muitas vezes rotulamos as pessoas pelo que elas aparentam e não pelo que de fato são. Há muita bela embalagem vazia, e muitos tesouros enrolados em papel de embrulho. Em 15 anos de trabalho e vocação na Educação, já conheci alunos tidos como rebeldes sem causa, com um grave problema familiar e social às suas costas, sem ter com quem compartilhar. Já vi colegas desestruturados por conta de um turbilhão emocional interior e exterior, além da imaginação. Cnheci pessoas que apesar disso, nunca demonstraram nem descarregaram em colegas e amigos seus desajustes. Aprendi que somos o resultado de nossas escolhas (como disse um poeta), mas acima de tudo, o resultado das escolhas que o mundo e a vida não nos permitem.
Já assisti a esse vídeo quase dez vezes, e em todas a emoção toma conta de meu ser, por ver a humildade e o talento de Paul Potts e pela cara de espanto dos jurados quando ele começa a cantar. Imperdível. Vale a pena ver de novo, mostrar aos alunos, pais e professores que olham para seus semelhantes com o mesmo ar de descaso que o vídeo demonstra.
Emociono-me também com a música Nessun Dorma, já que fiz inclusive um poema com esse mesmo nome, poucos dias depois da morte de Pavarotti, quando o meu ex-professor e hoje colega de Academia Rio-Grandina de Letras (uma de minhas referências como exemplo de educador no curso de Direito e na vida), abordou em reunião acadêmica um texto que falava sobre a vida e obra de Luciano Pavarotti e sua perda para a arte e cultura mundiais.
O blog Letra Viva do Roig, no mês que completa dois anos de existência, e no mesmo mês que o jornal virtual de minha autoria, com o mesmo nome completa 4 anos de diletantismo, não poderia deixar de avançar além da educação e da tecnologia e ir ao encontro da arte e da cultura. Que ninguém durma sem saber se está ou é alguém...
Observação 1: O vídeo Nessun Dorma, com Paul Potts (versão legendada) pode ser baixada do YouTube, pelo link abaixo.
Nessun Dorman com Paul Potts (legendado)
Observação 2: Meu poema Nessun Dorma (escrito em 11/10/2007), link abaixo para meu blog ControlVerso.
Nessun Dorma, de José Antonio Klaes Roig
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Utilização do vídeo, CD e DVD na sala de aula
José Manuel Moran
A seguir são apresentadas sugestões de utilização de vídeo, CD e DVD.
A seguir são apresentadas sugestões de utilização de vídeo, CD e DVD.
Vídeo como produção
-- Como documentação, registro de eventos, de aulas, de estudos do
meio, de experiências, de entrevistas, depoimentos. Isto facilita o trabalho do professor, dos alunos e dos futuros alunos. O professor deve poder documentar o que é mais importante para o seu trabalho, ter o seu próprio material de vídeo assim como tem os seus livros e apostilas para preparar as suas aulas. O professor estará atento para gravar o material audiovisual mais utilizado, para não depender sempre do
empréstimo ou aluguel dos mesmos programas.
-- Como intervenção: interferir, modificar um determinado programa, um material audiovisual, acrescentando uma nova trilha sonora ou editando o material de forma compacta ou introduzindo novas cenas com novos significados. O professor precisa perder o medo, o respeito ao vídeo assim como ele interfere num texto escrito, modificando-o, acrescentando novos dados, novas interpretações, contextos mais próximos do aluno.
-- Vídeo como expressão, como nova forma de comunicação, adaptada à
sensibilidade principalmente das crianças e dos jovens. As crianças adoram fazer vídeo e a escola precisa incentivar o máximo possível a produção de pesquisas em vídeo pelos alunos. A produção em vídeo tem uma dimensão moderna, lúdica. Moderna, como um meio contemporâneo, novo e que integra linguagens. Lúdica, pela miniaturização da câmera, que permite brincar com a realidade, levá-la junto para qualquer lugar. Filmar é uma das experiências mais envolventes tanto para as crianças como para os adultos.
Os alunos podem ser incentivados a produzir dentro de uma determinada matéria, ou dentro de um trabalho interdisciplinar. E também produzir programas informativos, feitos por eles mesmos e colocá-los em lugares visíveis dentro da escola e em horários onde muitas crianças possam assisti-los.
Vídeo como avaliação
- Vídeo espelho. Vejo- me na tela para poder compreender- me, para descobrir meu corpo, meus gestos, meus cacoetes. Vídeo-espelho para análise do grupo e dos papéis de cada um, para acompanhar o comportamento de cada um, do ponto de
vista participativo, para incentivar os mais retraídos e pedir aos que falam muito
para darem mais espaço aos colegas.
O vídeo-espelho é de grande utilidade para o professor se ver, examinar sua comunicação com os alunos, suas qualidades e defeitos.
Vídeo como integração/suporte de outras mídias
Vídeo como suporte da televisão e do cinema.
Gravar em vídeo programas importantes da televisão para utilização em aula. Alugar ou comprar filmes de longa metragem, documentários para ampliar o conhecimento de cinema, iniciar os alunos na linguagem audiovisual.
Vídeo interagindo com outras mídias como a Internet, o CD- ROM, o DVD, com os videogames, com o telefone e conexões em banda larga. Começamos a perceber a aproximação do computador e da televisão. Começamos a poder ver e ouvir
outras pessoas através de conexões de alta velocidade, o que ampliará o conceito de aula, do presencial e do virtual.
Orientações para o uso
Antes da exibição
-- Informar somente aspectos gerais do vídeo, CD ou DVD (autor, duração,prêmios). Não interpretar antes da exibição, não pré-julgar (para que cada um possa fazer a sua leitura).
-- Checar o vídeo antes. Conhecê-lo. Testá-lo. Marcar as cenas mais relevantes.
Durante a exibição
-- Observar as reações dos alunos.
-- Se for longo, fazer alguma pausa, explicando o contexto do que está acontecendo.
Depois da exibição
-- Rever as cenas mais importantes ou difíceis. Se o vídeo é complexo, exibi-lo uma segunda vez, chamando a atenção para determinadas cenas, para a trilha musical, diálogos, situações.
-- Passar quadro a quadro as imagens mais significativas.
-- Observar o som, a música, os efeitos, as frases mais importantes.
Dinâmicas de análise
A partir do trabalho com professores e alunos, apresentamos alguns caminhos - entre muitos possíveis - para a análise do vídeo em classe.
1. Leitura em conjunto
O professor exibe as cenas mais importantes e as comenta junto com os alunos, a partir do que estes destacam ou perguntam. É uma conversa sobre o vídeo, com o professor como moderador.
O professor não deve ser o primeiro a dar a sua opinião, principalmente em matérias controvertidas, nem monopolizar a discussão, mas tampouco deve ficar encima do muro. Deve posicionar-se, depois dos alunos, trabalhando sempre dois planos: o ideal e o real; o que deveria ser (modelo ideal) e o que costuma ser (modelo real).
2. Leitura globalizante
Fazer, depois da exibição, estas quatro perguntas:
- Aspectos positivos do vídeo.
- Aspectos negativos.
- Idéias principais que passa.
- O que vocês mudariam neste vídeo.
Se houver tempo, essas perguntas serão respondidas primeiro em grupos menores e depois relatadas/escritas no plenário. O professor e os alunos destacam as coincidências e divergências. O professor faz a síntese final, devolvendo ao grupo as leituras predominantes (onde se expressam valores, que mostram como o grupo é).
3. Leitura concentrada
Escolher, depois da exibição, uma ou das cenas marcantes. Revê-las uma ou mais vezes.
Perguntar (oralmente ou por escrito):
- O que chama mais a atenção (imagem/som/palavra).
- O que dizem as cenas (significados).
- Conseqüências, aplicações (para a nossa vida, para o grupo).
4. Leitura "funcional"
Antes da exibição, escolher algumas funções ou tarefas (desenvolvidas por vários alunos):
- O contador de cenas (descrição sumária, por um ou mais alunos).
- Anotar as palavras-chave.
- Anotar as imagens mais significativas.
- Caracterização dos personagens.
- Música e efeitos.
- Mudanças acontecidas no vídeo (do começo até o final).
- O contador de cenas (descrição sumária, por um ou mais alunos).
- Anotar as palavras-chave.
- Anotar as imagens mais significativas.
- Caracterização dos personagens.
- Música e efeitos.
- Mudanças acontecidas no vídeo (do começo até o final).
Depois da exibição, cada aluno fala e o resultado é colocado no quadro negro. A partir do quadro, o professor completa com os alunos as informações, relaciona os dados, questiona as soluções apresentadas.
5. Análise da linguagem
- Que estória é contada (reconstrução da estória).
- Como é contada essa estória.
i. O que lhe chamou a atenção visualmente.
ii. O que destacaria nos diálogos e na música.
- Que idéias passa claramente o programa (o que diz claramente esta estória).
- O que contam e representam os personagens.
- Modelo de sociedade apresentado.
- Ideologia do programa.
- Mensagens não questionadas (pressupostos ou hipóteses aceitos de antemão, sem discussão).
- Valores afirmados e negados pelo programa (como são apresentados a justiça, o trabalho, o amor, o mundo).
- Como cada participante julga esses valores (concordâncias e discordâncias nos sistemas de valores envolvidos). A partir de onde cada um de nós julga a estória.
6. Completar o vídeo
- Exibe-se um vídeo até um determinado ponto.
- Os alunos desenvolvem, em grupos, um final próprio e justificam o porquê da escolha.
- Exibe-se o final do vídeo.
- Comparam-se os finais propostos e o professor manifesta também a sua opinião.
7. Modificar o vídeo
- Os alunos procuram vídeos e outros materiais audiovisuais sobre um determinado assunto.
- Modificam, adaptam, editam, narram, sonorizam diferentemente. Criam um novo material adaptado a sua realidade, a sua sensibilidade.
8. Vídeo produção
- Contar em vídeo um determinado assunto.
- Pesquisa em jornais, revistas, entrevistas com pessoas.
- Elaboração do roteiro, gravação, edição, sonorização.
- Exibição em classe e/ou em circuito interno.
- Comentários positivos e negativos. A diferença entre a intenção e o resultado obtido.
- Pesquisa em jornais, revistas, entrevistas com pessoas.
- Elaboração do roteiro, gravação, edição, sonorização.
- Exibição em classe e/ou em circuito interno.
- Comentários positivos e negativos. A diferença entre a intenção e o resultado obtido.
9. Vídeo espelho
- A câmera registra pessoas ou grupos e depois se observa o resultado com
comentários de cada um sobre seu desempenho e sobre o dos outros.
- O professor olha seu desempenho, comenta e ouve os comentários dos
outros.
10. Outras dinâmicas interessantes
- Dramatizar situações importantes do vídeo assistido e discuti-las comparativamente. Usar a representação, o teatro como meio de expressão do que o vídeo mostrou, adaptando-o à realidade dos alunos.
Um exemplo: alguns alunos escolhem personagens de um vídeo e os representam adaptando-os a sua realidade. Depois comparam-se os personagens do vídeo e os da representação, a estória do vídeo com a adaptada pelos alunos.
- Adaptar o vídeo ao grupo: Contar - oralmente, por escrito ou audiovisualmente - situações nossas próximas às mostradas no vídeo.
- Desenhar uma tela de televisão e colocar o que mais impressionou os alunos. O professor exibe num mural os desenhos e todos comentarão as coincidências principais e o seu significado.
- Comparar - principalmente em aulas de literatura portuguesa ou estrangeira - um vídeo baseado em uma obra literária com o texto original.
Destacar os pontos fortes e fracos do livro e da adaptação audiovisual.
Análise da informação na TV
Um dos campos mais interessantes de utilização do vídeo para compreender a televisão na sala de aula é o da análise da informação, para ajudar professores e alunos a perceber melhor as possibilidades e limites da televisão e do jornal como meio informativo.
O professor pode propor inicialmente algumas questões gerais sobre a informação para serem discutidas em pequenos grupos e depois no plenário.
- Como eu me informo.
- Que telejornal prefiro e por que.
- O que não gosto deste telejornal e gostaria de mudar.
- Que semelhanças e diferenças percebo nos vários telejornais.
- Que análise faço dos dois principais jornais impressos.
Pode-se fazer uma análise específica de um programa informativo da televisão (por exemplo, do Jornal Nacional) e de dois jornais impressos do dia seguinte. O professor pede a um dos alunos que anote a seqüência das notícias do telejornal e, a outro, que cronometre a duração de cada notícia.
Depois da exibição, o professor pede que os alunos se dividam em grupos e que alguns analisem o telejornal e pelo menos dois analisem os jornais impressos (cada grupo um jornal).
Questões para análise do telejornal
- Que notícias chamaram mais a sua atenção (notícias que sensibilizaram mais, que marcaram mais). Por que.
- Que notícias são mais importantes para cada um ou para o grupo. Por que.
- O que considerou positivo nesta edição do telejornal (técnicas, tratamento de algumas matérias, interpretação...).
- De que discorda neste telejornal (de algumas notícias em particular ou em geral).
Questões para análise do jornal impresso
- Notícias mais importantes para o jornal (quais são as mais importantes da primeira página). Que enfoque é dado?
- Que notícias coincidem com o telejornal (a coincidência é total ou há diferenças de interpretação?).
- Que notícias são diferentes do telejornal (notícias que o telejornal anterior não divulgou)?
- Qual é a opinião do jornal nesse dia (análise dos editoriais, das matérias, que normalmente estão na segunda ou terceira página e não estão assinadas)?
O professor pode reconstruir a seqüência das notícias por escrito na frente do plenário e pede ao cronometrista que anote a duração de cada matéria.
Cada grupo coloca no plenário as respostas à primeira questão. O professor procura reconstruir com todos os alunos as notícias mais importantes para a emissora e para o jornal impresso. Vê as coincidências e as discrepâncias. Convém analisar a notícia mais importante com calma, exibindo-a de novo, observando a estrutura, as técnicas utilizadas, as palavras-chave, a interpretação. E assim vão respondendo às outras três questões, sempre confrontando a informação da televisão com a do jornal impresso, observando as omissões mais importantes.
Com esta análise não se chega a uma visão de conjunto, mas se percebe a parcialidade na seleção das notícias, na ênfase dada, na relativização da informação, na espetacularização da televisão como uma das armas importantes para atrair o telespectador.
Questões para análise do jornal impresso
- Notícias mais importantes para o jornal (quais são as mais importantes da primeira página). Que enfoque é dado?
- Que notícias coincidem com o telejornal (a coincidência é total ou há diferenças de interpretação?).
- Que notícias são diferentes do telejornal (notícias que o telejornal anterior não divulgou)?
- Qual é a opinião do jornal nesse dia (análise dos editoriais, das matérias, que normalmente estão na segunda ou terceira página e não estão assinadas)?
O professor pode reconstruir a seqüência das notícias por escrito na frente do plenário e pede ao cronometrista que anote a duração de cada matéria.
Cada grupo coloca no plenário as respostas à primeira questão. O professor procura reconstruir com todos os alunos as notícias mais importantes para a emissora e para o jornal impresso. Vê as coincidências e as discrepâncias. Convém analisar a notícia mais importante com calma, exibindo-a de novo, observando a estrutura, as técnicas utilizadas, as palavras-chave, a interpretação. E assim vão respondendo às outras três questões, sempre confrontando a informação da televisão com a do jornal impresso, observando as omissões mais importantes.
Com esta análise não se chega a uma visão de conjunto, mas se percebe a parcialidade na seleção das notícias, na ênfase dada, na relativização da informação, na espetacularização da televisão como uma das armas importantes para atrair o telespectador.
A Informação a partir da Produção
A análise também pode partir de uma dinâmica que utiliza a produção de um jornal pelo grupo utilizando o mesmo material informativo prévio. O coordenador grava um ou dois telejornais da mesma noite e adquire alguns exemplares de dois ou três jornais impressos do dia seguinte.
Os grupos recebem os mesmos jornais impressos. Cada grupo elaborará um noticiário radiofônico, de cinco minutos, a partir dos jornais, seguindo a ordem que achar mais conveniente.
Cada grupo grava o seu noticiário ou o lê como se fosse ao vivo. Pede-se a alguns participantes que anotem a seqüência das notícias, a sua duração e as palavraschave de cada notícia. Colocam-se esses dados em público - num quadro negro ou cartolina. Discute-se no plenário as coincidências e diferenças de cada grupo na seleção e tratamento do mesmo material informativo inicial.
Numa segunda etapa os alunos relatam acontecimentos que presenciaram - pessoalmente ou que conhecem bem- e os comparam a como apareceram nos jornais e na televisão.
Esta técnica enriquece a análise com o processo de seleção de cada grupo. Exemplifica os mecanismos envolvidos no tratamento da informação mais clara mente porque são percebidos na análise da própria produção. De outro lado, as interferências ideológicas no processo de escolha também se mostram mais evidentes. De qualquer forma, mais que a análise de um programa, o importante é tornar a pessoa mais atenta a todo o processo informativo, às mediações conjunturais e do processo de produção da indústria cultural que interferem nos resultados informativos.
Os alunos também podem fazer um pequeno jornal impresso ou em vídeo, com notícias das aulas e da vida deles. Depois, o professor discute com os alunos como foi o processo de seleção das notícias e de produção do jornal ou telejornal.
Texto original E-Proinfo
Marcadores:
CD e DVD na sala de aula,
Textos José Manuel Moran,
Vídeos
De onde vem a televisão?
Série da TV Escola composta de 20 programas de animação apresentada por Kika, uma criança muito curiosa, que procura entender a origem das coisas, de forma acessível e bem-humorada.
Disponível para download no site: http://www.dominiopublico.gov.br/
Disponível para download no site: http://www.dominiopublico.gov.br/
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
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