sábado, 1 de novembro de 2014
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Wiki - um espaço de colaboração
Wiki é um termo designado para aplicações web colaborativas, que permitem a edição coletiva de suas informações.
Wiki no ambiente escolar:
- Estimula o trabalho coletivo e a reflexão, pois é necessária a discussão antes de fazer modificações;
- Permite a construção de pesquisas, crônicas, dicionários, poesias, textos;
- Divulgação de projetos desenvolvidos na instituição;
- O trabalho pode acontecer entre professor/professor, professor/aluno e entre alunos e professores de outras instituições.
Características da Wiki:
- Facilidade de acesso e edição;
- Guarda históricos das alterações;
- As edições podem ser feitas por um grupo restrito de usuários;
- Permite que o visitante comente sobre o que está sendo construído.
Wiki no ensino:
Experiências bem sucedidas que merecem destaque no uso do wiki dizem respeito às pesquisas escolares elaboradas coletivamente. Para tal, com um tema elaborado – e que desafie o aluno – juntamente com o incentivo do uso da “página de discussão” antes das edições, pode trazer muitos resultados, entre os quais destacamos:
- Inibe a técnica do “copia-e-cola”, e auxilia o aluno no trabalho de pesquisa e leitura;
- Ensina a trabalhar coletivamente, através da necessidade de discussão antes de realizar alterações;
- Através de um cadastro (que deve ser simples e rápido, ou automático e integrado às contas dos alunos), permite um maior controle sobre quem colaborou e como, e há um incentivo maior à participação de todos, além de ajudar a evitar (não consegue impedir) – a concentração dos trabalhos em grupo nas mãos de poucos.
Criando Wikis
Temos diversos softwares gratuitos que podem ser usados para a criação de wikis.
Entre eles citamos:
Referências:
PASTI, André. Wiki e a aplicação no ensino. Disponível em: <http://www.futuroprofessor.com.br/wiki-e-ensino>. Acesso em: 05 jul. 2012.
Wiki - Tutoriais PBWorks
O que é um Wiki?
Tutoriais PBWorks
- Como criar uma conta:
- UFRGS:
- Tutorial Henry
FERRAMENTAS 2.0 - Wiki PBworks (PARTE 1 HD)
http://www.youtube.com/watch?v=VZdOiqKXmgI
FERRAMENTAS 2.0 - Wiki PBworks (PARTE 2 HD)
http://www.youtube.com/watch?v=v7quzChuy6A
FERRAMENTAS 2.0 - Wiki PBworks (PARTE 3 HD)
http://www.youtube.com/watch?v=QKlIKCMMouQ
FERRAMENTAS 2.0 - Wiki PBworks (PARTE 4 HD)
http://www.youtube.com/watch?v=uYZjHOjQ8ho
sexta-feira, 15 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Prezi
O que é Prezi?
É uma ferramenta da Web 2.0 através da qual apresentações interativas podem ser criadas.
Aceita a inserção de textos, imagens, vídeos e PPTs, entre outros.
Diferentemente do PowerPoint, onde os slides são separados, no Prezi toda a apresentação é feita em uma única tela.
Efeitos com movimentos de câmera e zoom deixam a apresentação bem dinâmica e interessante.
Permite a apresentação tanto on-line como off-line, bem como o compartilhamento via e-mail, Facebook e Twiter e a publicação em blogs e similares.
Como criar um Prezi?
Para criar é preciso ter uma conta no Prezi. Essa conta pode ser profissional ou educacional. Leia o tutorial a seguir e veja como criar uma conta e um Prezi.
Para aprender um pouco mais sobre o assunto assista os vídeos a seguir:
Tutorial do Prezi em Português - Parte 1
Tutorial do Prezi em Português - Parte 2
Aula de Prezi - Como criar uma Apresentação em Prezi
Como importar uma apresentação em Power Point para o Prezi
sábado, 9 de junho de 2012
Fábrica de Poesias On-line
Um endereço MUITO INTERESSANTE para criar poesias on-line!!!
Vale a pena conferir!!!
FÁBRICA DE POESIAS
Siga o passo a passo destas ferramentas interativas e crie (e compartilhe) suas produções poéticas!!!
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Guia de atividades para as férias
Férias... só no ano que vem!!!
Mas é um material interessante!!!
Tem várias sugestões SUPER LEGAIS!!!
É...
Um calendário com sugestões diárias para que seu filho aproveite o tempo livre com muita diversão e aprendizado.
Marcadores:
Crianças x Internet,
Multimídia,
Recursos na Web,
Sites
sexta-feira, 4 de maio de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Um resumo sobre WebQuest
UM RESUMO SOBRE WEBQUEST
Organizado por Joanirse Ortiz
O QUE É?
WebQuest é uma metodologia de pesquisa na internet, voltada para o processo educacional, estimulando a pesquisa e o pensamento crítico.
Parte da definição de um tema e objetivos por parte do professor, uma pesquisa inicial e disponibilização de links selecionados acerca do assunto, para consulta orientada dos alunos. Estes devem ter uma tarefa, exequível e interessante, que norteie a pesquisa.
QUAL SUA ORIGEM?
A metodologia de trabalho denominada WebQuest foi proposta pelo professor Bernie Dodge, da San Diego State University (EUA), em 1995.
OBJETIVOS
- Modernizar modos de fazer educação
- Garantir acesso a informações autênticas e atualizadas
- Promover aprendizagem cooperativa
- Desenvolver habilidades cognitivas
- Transformar ativamente informações (em vez de apenas reproduzi-las)
- Incentivar criatividade
- Favorecer o trabalho de autoria dos professores
- Favorecer o compartilhar de saberes pedagógicos
CAPACIDADES DESENVOLVIDAS
Entre outras:
- Comparar, identificar, estabelecer diferenças e semelhanças;
- Classificar
- Induzir
- Deduzir
- Analisar erros
- Construir
- Abstrair
- Analisar perspectivas
TIPOS
Webquest curta - leva de uma a três aulas para ser explorada pelos alunos e tem como objetivo a aquisição e integração de conhecimentos.
Webquest longa - leva de uma semana a um mês para ser explorada pelos alunos, em sala de aula, e tem como objetivo a extensão e o refinamento de conhecimentos.
COMPONENTES
De maneira geral são sete componentes:
- Introdução: é um texto curto que orienta os alunos sobre o que eles vão encontrar e estimula o interesse pela atividade.
- Tarefa: descreve que “produto” se espera dos alunos ao final da WebQuest e que ferramentas devem ser utilizadas para elaborá-lo. De acordo com a taxonomia de Tarefas, proposta por Dodge (2002), divide-se doze categorias. São elas: tarefas científicas, tarefas de julgamento, tarefas analíticas, tarefas de autoconhecimento, tarefas de persuasão, tarefas de construção de consenso, tarefas de produtos criativos, tarefas de planejamento, tarefas jornalísticas, tarefas de mistério, tarefas de compilação e tarefas de recontar.
- Processo: apresenta os passos que os alunos deverão percorrer para desenvolver a tarefa dada. Quanto mais detalhado melhor.
- Recursos: é composto por uma série de páginas da web previamente selecionadas pelo professor. Costumam fazer parte da seção Processo, mas também podem constituir uma seção separada. Podem estar fora da web (livros, revistas, jornais, etc.).
- Avaliação: nela o aluno é orientado sobre como será avaliado o produto final.
- Conclusão: tem a finalidade de resumir os assuntos explorados e os objetivos supostamente atingidos. É um espaço para incentivar o aluno a continuar refletindo sobre o assunto.
- Créditos: é o espaço destinado para citar as pessoas que colaboraram (autores) na elaboração da WebQuest. Deve apresentar, também, as fontes de todos os materiais utilizados.
COMO ELABORAR
1º) Defina o tema: escolha um tema que faça parte do currículo. Pense num assunto para o qual você possa dar uma abordagem interessante e cujo desenvolvimento possa melhorar suas aulas.
2º) Selecione as fontes:- faça uma seleção inicial de sites e páginas
- reavalie a seleção e fique com os melhores e mais adequados
- avalie a conveniência de utilizar outro tipo de fonte: livros, revistas, artigos, discos, vídeos etc
- defina a lista final de recursos online e offline a ser usada pelos alunos na realização da Tarefa
3º) Delineie a tarefa: a tarefa é a alma da WebQuest.
- examine Tarefas de boas WebQuest- determine uma Tarefa que seja realizável e plausível
- dê asas à imaginação: arrisque algo diferente da sua rotina didática
- troque ideias com seus colegas, peça a opinião deles
4º) Estruture o Processo e os Recursos: o Processo é uma espécie de receita, indicando passo a passo a direção que os alunos deverão seguir. Convém:
- especificar expectativas quanto ao trabalho do grupo- definir papéis dos componentes do grupo quando for o caso
- estabelecer os passos a serem seguidos no estudo das fontes (Recursos) e na elaboração do produto ou produtos resultantes da Tarefa
5º) Escreva a introdução: o texto da Introdução deve ser direto, instigante, envolvente, motivante. Seja direto. Use linguagem clara e compreensível.
6º) Escreva a conclusão: a conclusão deve ser clara, breve e simples. Entretanto, ela tem o papel de promover a reflexão sobre o que foi visto e incentivar a continuidade do trabalho.
7º) Finalize a primeira versão: sua WebQuest está praticamente pronta. Basta agora revisar texto, escolher uma ou outra imagem para embelezar a sua obra, etc.
8º) Montagem do conteúdo no espaço a ela reservado: nessa etapa, deve ser feita a formatação do conteúdo planejado no lugar a ele destinado. Pode ser em um site específico para criação de WebQuest, em um editor de HTML, em um blog, etc.
9º) Revise sua WebQuest e faça os ajustes finais: antes de considerar pronto o seu trabalho, convém testá-lo de alguma forma.
- revise todo o conteúdo- revise o texto
- se possível, teste a sua WQ com um grupo de alunos e peça a colegas que avaliem a mesma
10º) Publique a WebQuest: Depois que a sua WebQuest estiver pronta, revisada, testada e finalizada, é preciso colocá-la no ar, isto é, publicá-la na internet.
RECURSOS DE PRODUÇÃO/PUBLICAÇÃO
Entre os diversos espaços disponíveis para criação/publicação de WebQuests citamos:
- Sites específicos para criação de WebQuests:
Webquest Brasil (http://www.webquestbrasil.org/criador2/)
Zunal (http://zunal.com/) em inglês
1,2,3 Tu WebQuest (http://www.aula21.net/Wqfacil/webquest.htm) em espanhol
Aprendaki (http://www.aprendaki.net/webquest/)
- Outros:
Blogspot (http://www.blogger.com/) Sugestão criar páginas
Google Sites (https://sites.google.com/)
Editores de HTML
etc.
ENDEREÇOS COM EXEMPLOS DE WEBQUESTs
http://www.webquestbrasil.org/criador/
http://www.webquestbrasil.org/criador2/
http://webquest.sp.senac.br/busca/resultado.html?area=Educa%E7%E3o
http://www.webquestfacil.com.br/
http://www.aprendaki.net/webquest/index.php
REFERÊNCIAS:
Senac São Paulo. Senac Webquest. Disponível em: <http://webquest.sp.senac.br/>. Acesso em: 05 abr. 2012.
Escola do Futuro - USP . Webquest – Aprendendo na internet. Disponível em:<http://web.archive.org/web/20070609114612/http://www.webquest.futuro.usp.br/index.html>. Acesso em: 05 abr. 2012.
BARROS, Gílian Cristina. Tessituras em rede: possibilidades de interação e pesquisa a partir de webquests de álgebra. Disponível em: <http://www.ppge.ufpr.br/teses/M09_barros.pdf>. Acesso em: 05 abr. 2012.
domingo, 26 de setembro de 2010
Webquest
Recebi a visita do Profº João Batista e, como não podia deixar de ser, fui visitá-lo!!!
Encontrei um Portal MARAVILHOSO sobre Webquest que indico para visitação!

Nesse local você encontrará um vasto material sobre o assunto, indo desde artigos e teses até tutorais para criação de Webquest.
Portanto, não deixe de visitar!!!
VALE A PENA!!!
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Site para publicação de revistas e livros
Navegando nesse mar infinito, encontrei mais um site para postagem de livros e revistas virtuais.
Vale a pena conferir.
Marcadores:
Ferramentas,
Livros Virtuais,
Recursos na Web,
Sites
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Aprendizagem On-line e Ferramentas da Web 2.0
Palestra proferida no Seminário Nacional de Educação em Rio Grande/RS em 26 de Agosto de 2010.
Marcadores:
Dicas Sala de Aula,
Educação x Tecnologia,
Ferramentas,
Recursos na Web,
Web 2.0
domingo, 14 de março de 2010
Audacity - Vídeos Aulas Luiz França
Audacity - Aula 01 - Conhecendo e configurando as Preferências do programa
Audacity - Aula 02 - Como importar áudio
Audacity - Aula 03 - Seleção de áudio
Audacity - Aula 04 - Gravação: parte 1
Audacity - Aula 05 - Gravação: parte 2
Audacity - Aula 06 - Mixagem do áudio
Audacity - Aula 07 - Plugins remover voz
Audacity - Aula 08 - Instalação da versão 1.3
Audacity - Aula 09I - Configurando preferências: versão 1.3
Audacity - Aula 09II - Separar um áudio em várias partes. Comando Exportar. Escolher o bitrate do MP3. Gravação programada. Conhecendo as taxas suportadas pela sua placa de som. Reamostragem.
Audacity - Aula 02 - Como importar áudio
Audacity - Aula 03 - Seleção de áudio
Audacity - Aula 04 - Gravação: parte 1
Audacity - Aula 05 - Gravação: parte 2
Audacity - Aula 06 - Mixagem do áudio
Audacity - Aula 07 - Plugins remover voz
Audacity - Aula 08 - Instalação da versão 1.3
Audacity - Aula 09I - Configurando preferências: versão 1.3
Audacity - Aula 09II - Separar um áudio em várias partes. Comando Exportar. Escolher o bitrate do MP3. Gravação programada. Conhecendo as taxas suportadas pela sua placa de som. Reamostragem.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Práticas de Leitura/Escrita em sala de aula
Honoralice de Araújo Mattos Paolinelli (UNINCOR)
Sérgio Roberto Costa (UNINCOR)
Introdução
O ensino tradicional da língua materna pode ser caracterizado por seu feitio predominantemente normativo e conceitual. Esse tratamento privilegiado da forma se faz visível na atenção especial dedicada à ortografia, à produção e à sintaxe.
Na década de 70 e sobretudo a partir dos anos 80, a hegemonia dessa concepção formalista passou a ser contestada com o surgimento de teorias inspiradas no sociointeracionismo, na teoria da enunciação e do discurso e na lingüística do texto.
Segundo essas teorias, a prática lingüística seria uma forma de interação de sujeitos, e o texto, o resultado dessa interação. Assim além das formas lingüísticas, passam a ser estudadas com interesse crescente as relações entre essas formas e seu contexto de uso, suas condições de produção e o processo mental de todos esses elementos pelos sujeitos falantes. Desse modo, o ensino da linguagem - antes conceitual e normativo - passa a ser centrado no uso e no funcionamento da língua enquanto sistema simbólico, situado num contexto sócio-histórico determinado.
É a partir dessa compreensão que se formula a expressão “produção de texto”, com a qual se pretende evidenciar o ato, o processo de elaborar um texto.
Desenvolvimento
Ensinar a ler é uma tarefa de todo professor, não sendo exclusividade do de Língua Portuguesa, quase sempre responsabilizado pela dificuldade do aluno de interpretar questões de outras disciplinas. O desconhecimento do que seja leitura e dos processos sócio-cognitivos nela envolvidos leva as pessoas a construírem um conceito limitado desta ação de linguagem.
A noção textual usualmente presente na escola empobrece o trabalho com a leitura/escrita, pelo fato de tratar de maneira idêntica qualquer texto, desconsiderando suas especificidades e intenções.
No ambiente escolar, o texto é abordado como um produto, ignorando-se, assim, a dinamicidade de seu processo de significação, que inclui a consideração de estruturas, de conhecimentos prévios partilhados, de múltiplos recursos semióticos, como a imagem e, ainda, as condições de produção: o contexto, os sujeitos envolvidos nessa ação de linguagem, as intenções comunicativas, o meio de circulação do texto.
Apesar do surgimento das novas teorias que sustentam a produção textual, a partir dos anos 80, a qualidade das redações dos alunos pouco alterou. Os textos continuam artificiais, padronizados, mal seqüenciados, intraduzíveis e fora de seu contexto de produção.
Para que haja mudança no quadro é necessário que o professor passe a olhar a produção escrita do aluno não atrás de erros, atentando apenas para a linearidade do texto, mas buscando ver o significado e as formas de construção desse significado.
A escola é tomada como um autêntico lugar de comunicação e as situações escolares como ocasiões de produção/recepção de textos. Portanto, no ambiente escolar, a produção de textos deve inserir-se num processo de interlocução, o que implica a realização de uma série de atividades mentais - de planejamento e de execução - que não são lineares nem estanques, mas recursivas e interdependentes.
“É impossível se comunicar verbalmente a não ser por algum gênero, assim como é impossível se comunicar verbalmente a não ser por algum texto.” Essa posição defendida por Bakhtin (1997) e também por Bronckart (1999) é adotada pela maioria dos autores que tratam a língua em seus aspectos discursivos e enunciativos e não em suas peculiaridades formais. Essa visão segue uma noção de língua como atividade social, histórica e cognitiva.
É nesse contexto que os gêneros textuais se constituem como ações sócio-discursivas para agir sobre o mundo e dizer o mundo, constituindo-o de algum modo. O trabalho com gêneros textuais é uma excelente oportunidade de se lidar com a língua em seus mais diversos usos no dia-a-dia, pois nada do que fizermos lingüisticamente está fora de ser um gênero.
No trabalho com produção de textos é importante ainda fazer-se uma distinção entre gêneros textuais e tipos textuais.
O primeiro é usado para designar uma espécie de construção teórica definida pela natureza lingüística de sua composição, ou seja, aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas. Cada tipo textual possui pistas lingüístico-discursivas características e as seqüências lingüísticas são norteadoras.
Já a expressão gênero textual refere-se a textos materializados, encontrados em nossa vida diária e que representam características sócio-comunicativas definidas por seus conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição próprios.
Enquanto os tipos textuais são apenas meia dúzia, os gêneros são inúmeros, devido à enorme diversidade das atividades enunciativo-discursivas das esferas sociais, ou seja, domínios discursivos. Esses domínios não são textos nem discursos, mas propiciam o surgimento de discursos bem específicos. Assim, falamos em discurso religioso, discurso jurídico, discurso jornalístico. As atividades sociais é que dão origem a vários deles, constituindo práticas discursivas dentro das quais podemos identificar um conjunto de gêneros textuais. Os domínios discursivos são as grandes esferas da atividade humana em que os textos circulam.
Para aprender a escrever um gênero determinado de texto é necessário que os alunos sejam postos em contato com um corpus textual desse mesmo gênero, que lhes sirva de referência em situações de comunicação bem definidas e reais.
É função do professor fornecer ao aluno condições adequadas de elaboração, permitindo-lhe empenhar-se na realização consciente de um trabalho lingüístico que realmente tenha sentido para si, e isso só é conseguido à medida que a proposição de produção textual seja bem clara e definida, apresentando-se as “coordenadas” do contexto de produção. É necessário que o aprendiz possa sentir que realmente está produzindo para um leitor (que não deve ser apenas o professor ), eliminando a exclusividade das situações artificiais de produção textual tão presentes no cotidiano da escola.
Com o objetivo de trabalhar diversidade de textos em situações concretas e reais de comunicação, será apresentada uma proposta prática de produção de texto em sala de aula.
Esse trabalho foi desenvolvido com alunos da 2ª e 3ª séries do Ensino Médio da E.E. “Presidente Tancredo Neves”, de Carmópolis de Minas -MG
Relato das atividades desenvolvidas
No mês de agosto de 2003, os alunos da referida escola estavam envolvidos com a organização do Iº Festival de Dança, evento que mobilizou toda a comunidade escolar, por se tratar de algo cuja motivação chega a ser espontânea, em se tratando de juventude: movimentação do corpo.
As atividades a serem desenvolvidas constavam de:
pesquisa do ritmo musical previamente escolhido pelo grupo, exibição de coreografia e apresentação de lâminas, durante o “show”, sobre o conteúdo pesquisado”.
No período de agosto a outubro, aproveitando-se o “clima” de euforia que impregnava o ambiente escolar, foram desenvolvidas várias atividades de produção textual envolvendo diversidade de gêneros. O conteúdo temático era sempre o mesmo, variando-se o contexto de produção.
O primeiro gênero a ser abordado foi a propaganda, já que era necessário fazer-se a divulgação do evento.
O segundo foi a notícia, pois o jornal da cidade possui um espaço reservado para a divulgação das promoções sócio-culturais feitas pelas escolas.
O terceiro surgiu de uma necessidade flagrante: como o festival havia dado uma renda muito além das expectativas, tornou-se necessário definir prioridades a fim de se fazer um bom investimento. Tais prioridades foram definidas pelos próprios alunos, após reuniões e discussões, restando dirigir-se à administração da escola para fazer solicitação. Daí o requerimento.
Antes de se fazer a proposta concreta da produção de texto, o aluno foi colocado em contacto com o corpus textual de cada gênero a ser solicitado, o qual lhe serviria de referência.
A leitura e a análise dos textos levados para a sala de aula abordaram os seguintes aspectos: circulação, domínio discursivo e gênero textual (conteúdo temático, estrutura composicional e estilo). Durante o estudo e a análise de cada gênero, o professor levou o aluno a perceber a função de recursos lingüístico-discursivos que traduzem as intenções do autor e situam o texto em determinado tipo: relato, narração, descrição e outros tipos textuais possíveis de serem criados.
Após o estudo detalhado de cada gênero, fizeram-se as propostas de produção de texto, iniciando-se com a propaganda, depois a notícia e finalmente o requerimento.
Houve um intervalo entre uma proposta e outra, a fim que todas as etapas do processo de produção fossem cumpridas, ou seja, garantir o desenvolvimento de todas as atividades mentais de planejamento, execução e revisão necessárias à semitiozação de um texto.
As propostas concretas foram as seguintes:
1ª - Gênero textual : propaganda
Circulação : cartazes a serem expostos nos murais da escola e em locais públicos
Emissor : escola ( alunos, professores, diretor e demais funcionários)
Receptor : comunidade escolar e público em geral
Objetivo: divulgar o evento e convidar o público a participar.
2ª - Gênero textual : notícia
Domínio discursivo : jornalístico
Circulação : Jornal de Carmópolis, periódico mensal local
Emissor : aluno
Receptor : leitores do referido jornal, público diversificado
Objetivo : noticiar o evento “Festival de Música”
3ª - Gênero textual : requerimento
Emissor : alunos da turma X
Receptor: Diretor da escola E.E.”Presidente Tancredo Neves”
Objetivo : solicitar aplicação do dinheiro arrecadado pelo festival naquilo que os alunos julgaram ser prioridade no momento.
Das atividades mentais que compõem a produção textual, a revisão talvez seja a mais árdua. No entanto, quando o aprendiz tem consciência de que seu texto vai circular além dos quatro muros da escola, a revisão passa a ser uma meta prioritária.
Bibliografia
BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992, p. 280-326.
DIONÍSIO, Ângela. MACHADO, A.R. BEZERRA, Maria Auxiliadora. Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002.
SANTOS, Terezinha Maria Barroso. Práticas de leitura em sala de aula. Juiz de Fora: Lame/Nupel/UFJF, 2000.
SCHNEUWLY, Bernard e DOLZ, Joaquim: Os gêneros escolares: das práticas de linguagem aos objetos de ensino. Revista Brasileira de Educação, nº 11, p. 5-15, mai/jun/jul/agos 1999.
SUASSUNA, Lívia. Produção de textos escritos: Tendências e desafios do ensino. Revista Pedagógica, v. 4, n. 24, p. 31-35, nov/dez 1998.
VAL, Maria das Graças Costa. O que é produção de texto na escola? Revista Presença Pedagógica, v. 4, n. 20, p. 83-85, mar/abr. 1998)
Fonte: CiFEFiL
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
**Fazendo um parêntese**
Disciplina em Sala de Aula
Celso Antunes
Outro dia esperava pacientemente na fila minha vez de ser atendido, quando um outro cidadão, sem mais nem menos, se interpôs à frente e pretextando ser amigo de um dos “pacientes” que a minha frente aguardavam, insurgiu-se w li se instalou, deixando lá trás um mundo de resmungos. Minutos depois, esperávamos todos o elevador chegar e mal a porta se abriu uma matilha alvoroçada ingressou no mesmo, atropelando os que de lá saiam. Não demorou muito, aguardava a hora de embarque e tão logo foi feita a chamada para o voo, uma porção de passageiros desesperados amontoaram-se à frente, deixando crianças, idosos e deficientes, com suposta preferência, entrarem por último. Sorte que os lugares eram marcados e assim não coube aos primeiros o privilégio da escolha. Entrei no voo por último, suspirando aliviado e pensando minha sorte em não estar buscando lugar no metrô, que disputa com maior sofreguidão bem mais passageiros.
Confesso que não me habituo a essa rotina agressiva e acho muito estranho tudo isso, recordando-me de tempos atrás quando havia uma coisa civilizada chamada “fila” que, agora, parece ter desaparecido.
Nada de surpreendente no que acima se relata. Não há morador de cidade grande ou média que não percebe essa evidência, que não sabe de pai que vai a escola reclamar da falta de disciplina e atira cascas de frutas pela janela ou estaciona em mão dupla. Ser empurrado, levar cotovelada, tapa na orelha e xingamento tornou-se comum e quem desejar ficar livre desses assédios que não tente sair de casa. Ou se aprende a empurrar ou se é empurrado cada vez mais. Nada disso parece causar estranheza, mas por paradoxal que possa parecer, existem os que ficam surpreendidos com o avolumar da indisciplina em sala de aula.
A sala de aula é e sempre foi um espaço que expressa continuidade da vida, reflexo do entorno. Se assim não for, não será sala de aula verdadeira, não permitirá que o aluno contextualize em sua existência os saberes que ali aprende. Ora se a sala de aula é reflexo da sociedade e se a sociedade urbana perdeu noção de compostura e disciplina, como esperar que a escola transforme-se em um aquário social, tornando-se diferente da rua? Se aqui se fechasse esta crônica, ficaria por certo uma questão essencial. Quer dizer então que não adianta combater a indisciplina em sala de aula, uma vez que este espaço reproduz a ausência de disciplina que campeia pelas ruas?
A resposta é claramente negativa.
É essencial que se restaure a disciplina em sala de aula, que se faça desse valor um objetivo a se perseguir, não para que a sala se isole da sociedade e também não para que a aula do professor fique mais confortável, mas antes para que ali ao menos se aprenda como tentar modificar o caos urbano que o desrespeito social precipitou. Mas, como fazer isso?
Em primeiro lugar transformando-se a disciplina em um “valor”. Isto é, fazendo com que seja a mesma vista como uma qualidade humana, imprescindível à convivência e fundamental para as boas relações interpessoais. A disciplina não pode, jamais, chegar ao aluno como uma ordem, um castigo, um imperativo que partindo do mais forte, dirige-se ao oprimido em nome de seu conforto pessoal, mas como “produto” de debate, reflexão, estudo de caso e análise onde se descobre a hierarquia de povos disciplinados sobre clãs sem mando ou sobre sociedades oprimidas. A Literatura, a História e a Geografia podem se transformar em espelhos que refletem que a disciplina que se busca não é apenas a que se vê na relação professor x aluno, mas toda aquela que leva um povo à vitória, um ideal à concretização. Depois de uma ampla sensibilização sobre a disciplina enquanto valor humano cabe uma franqueza cristalina na discussão de regras, princípios, normas e fundamentos que são essenciais a todos, ainda que funções diferentes impliquem em regras não necessariamente iguais. Qual a disciplina ideal na opinião dos alunos? Qual na opinião dos professores? Quais regras são boas para todos e quais sanções cabem a quem não as cumpre? Esse diálogo não deve valer somente para se sensibilizar a classe sobre o valor da disciplina, mas para formalizar verdadeiro “contrato” que unindo interesses, exigirá reciprocidade.
Em terceiro lugar um sincero convite para que todos os membros da comunidade – alunos, pais, professores, inspetores, serventes, etc. – ajudem a escola a construir os valores que objetiva. Que se mostre o que a sala de aula está fazendo e o que espera que faça o cidadão, que se busque algumas simples regras para a comunidade que uniformizando a solidariedade, sinaliza, para a construção de um ideal. É a oportunidade para mostrar que o belo e o bom não são questão de preço, mas ação comportamental de uma comunidade. É possível imaginar o efeito de um boicote de clientes contra a instituição pública ou privada que menospreze a disciplina? A construção de regras implica tacitamente na proposição de sanções quando de sua infringência, tal como no esporte o descumprir da regra implica na falta, e estas sanções necessitam menos castigar que orientar menos punir e bem mais relevar o sentido e a significação de se viver em grupos.
Isto mudará o mundo fora da escola, além do entorno e de sua comunidade? Ocorrerá a restauração da fila e o voltar do respeito? Impossível ter certeza, mas ainda sem ela fica a convicção de que se a comunidade não fizer da sala de aula o seu espelho, ao menos os alunos e mestres desta sala a transformarão em abrigo sereno que sonha transformar-se em pequenino modelo para uma comunidade melhor.
03/01/2005
Marcadores:
Reflexões educacionais,
Textos Celso Antunes
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Os 10 mandamentos do aluno de educação online
• 1. Acesso à Internet: ter endereço eletrônico, um provedor e um equipamento adequado é pré-requisito para a participação nos cursos a distância.
• 2. Habilidade e disposição para operar programas: ter conhecimentos básicos de Informática é necessário para poder executar as tarefas.
• 3. Vontade para aprender colaborativamente: interagir, ser participativo no ensino a distância conta muitos pontos, pois irá colaborar para o processo ensino-aprendizagem pessoal, dos colegas e dos professores.
• 4. Comportamentos compatíveis com a etiqueta: mostrar-se interessado em conhecer seus colegas de turma respeitando-os e fazendo ser respeitado pelo mesmo.
• 5. Organização pessoal: planejar e organizar tudo é fundamental para facilitar a sua revisão e a sua recuperação de materiais.
• 6. Vontade para realizar as atividades no tempo correto: anotar todas as suas obrigações e realizá-las em tempo real.
• 7. Curiosidade e abertura para inovações: aceitar novas ideias e inovar sempre.
• 8. Flexibilidade e adaptação: requisitos necessário à mudança tecnológica, aprendizagens e descobertas.
• 9. Objetividade em sua comunicação: comunicar-se de forma clara, breve e transparente é ponto - chave na comunicação pela Internet.
• 10. Responsabilidade: ser responsável por seu próprio aprendizado. O ambiente virtual não controla a sua dedicação, mas reflete os resultados do seu esforço e da sua colaboração.
Fonte: Unilavras
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Criando personagens virtuais animados
Encontrei uma postagem do Instituto Claro falando sobre o Site Vokis. Este site permite a criação de personagens virtuais (avatares) muito legais!
Podemos determinar o tipo que queremos (pessoa, animal, políticos, etc.), o modelo de corpo, roupa, cabelo, cor da pele, acessórios, etc. Esses vatares têm movimento e falam de acordo com o texto que introduzimos (esse texto pode ser escrito ou áudio). Também podemos escolher o tipo de voz e o idioma.
O artigo também dá destaque sobre as possibilidades do uso dessa ferramenta na educação:
Destaques para o educador
- Pode ser uma ferramenta interessante para as aulas de idiomas. Em inglês, por exemplo, apresenta a possibilidade de escolher entre os diversos sotaques, como o inglês britânico, australiano e irlandês.
- O avatar criado pode ser inserido em sites, blogs, wikis e enviado por e-mail e até por celular. Além de dinamizar seu uso e potencializar o aprendizado para o qual ele esteja sendo utilizado, este compartilhamento estimula o aluno a perceber a importância de compartilhar o que produz e de apreciar o que é produzido pelos outros, valorizando o que realizou e contribuições que tenha recebido.
- No uso para o ensino-aprendizagem de idiomas, a produção e o envio desses avatares podem ajudar a trabalhar a compreensão auditiva e a pronúncia. Isso porque os alunos recebem esses avatares e ouvem a mensagem que trazem, produzem uma resposta e gravam para enviar ao outro, o que também permite que eles ouçam e analisem sua própria pronúncia.
- Pode ser uma maneira divertida e interessante de trabalhar a produção de textos, com temas como cartas, mensagens, diálogos, personagens contando suas histórias pessoais etc. Alem disso, dá para trabalhar temas de curriculares, como animais falando de suas características e hábitos alimentares e personagens históricos contando sobre o período que vivenciam, e até atualidades, com avatares comentando e analisando notícias.
- Ainda dentro das possibilidades de uso para a construção textual, o avatar pode ajudar os alunos a perceberem como escrevem realmente. Assim, se pontuam mal o texto, podem percebê-lo por meio da entonação do avatar e compreender se o que escrevem se entende corretamente.
Obs.:Eu fiz o avatar acima sem criar conta. Mas é possível criar uma.
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